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Próximo das eleições na Colômbia, candidato de Uribe sofre ataques do venezuelano Hugo Chávez

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Faltando trinta e sete dias para as eleições presidências na Colômbia (30 de maio), o candidato do governo e ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, indicado pelo atual presidente Álvaro Uribe, tem recebido ataques de Hugo Chávez, que o acusou de ser “uma ameaça a estabilidade da região” pelo fato de ser um fiel seguidor da política de combate à narcoguerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) adotada pelo presidente Uribe, bem com defensor do “Acordo Militar” entre Colômbia e EUA.

Chávez fez os ataques em discurso realizado em reunião com membros da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da América), quando, juntamente com Rafael Correa, presidente do Equador, taxou o possível vencedor das eleições presidenciais de perigo para a região.

A questão envolve a participação de Manuel Santos em um debate eleitoral realizado na Colômbia, quando foi perguntado se ele bombardearia acampamentos das FARC fora da Colômbia.

Ele se recusou a responder, pois sabia que era uma referência a uma ação que fez no passado, quando era “Ministro da Defesa”. No entanto, defendeu a ação que comandou em 1 de janeiro de 2008, quando atacou os acampamentos da guerrilha no Equador e provocou a morte de 26 pessoas, dentre elas a de Raul Reys, o número dois da Organização guerrilheira.

Rafael Correa, presidente do Equador, apoiou o discurso de Chávez e este declarou que, se o território equatoriano for invadido novamente isso será considerado uma invasão à Venezuela, reafirmando a aliança automática que há entre os dois países.

Santos, por sua vez, está acusando o presidente venezuelano de interferir na política de seu país, pois dos candidatos participantes do debate ele foi o único que não respondeu à pergunta, enquanto os demais afirmaram positivamente à possibilidade de realizar ataques às FARC fora do território colombiano, caracterizando, por isso, uma interferência direta, com o intuito de gerar temor à população de seu país, com a hipótese de sua vitória eleitoral.

Apesar do corrido, ontem, dia 22 de abril, ele acenou com apossibilidade de se reunir com Chávez, mas se sabe que se trata apenas de tentar amenizar os discursos antes das eleições, pois como ele representa a continuidade do atual governo, acredita-se que com estas ações indiretas Chávez pretende trazer receio à população colombiana para que não invista na manutenção da política de Uribe, frisando o fato de que, devido aos contenciosos entre ambos os países, que gerou à suspensão das importações de produtos colombianos pela Venezuela imposta por Chávez, a Colômbia já teve uma queda de 1% do PIB.

Não se sabe se a política adotada pelo ex-ministro da Defesa será bem avaliada pelo povo colombiano, no entanto, número significativo de analistas aposta que a política externa seguirá a mesma linha e se intensificará em vários aspectos, razão pela qual o presidente da Venezuela tem se manifestado de forma tão direta, pois sabe que será afetado.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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