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Questão dos brasileiros ilegais na fronteira boliviana com o Acre será retomada, pois prazo se esgota em outubro

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A questão dos brasileiros ilegais na Bolívia será retomada, diante da iminência de sua expulsão. Eles ocupam a faixa fronteiriça com Acre, no Departamento (corresponde aos Estados no Brasil) de Pando. O prazo se encerra em outubro deste ano, 2009.

 

O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou que apenas está cumprindo a Constituição (Artigo 25), que, por razões de segurança nacional, impede a ocupação de propriedades por estrangeiros na faixa de50 km, ao longo das fronteiras.

Os brasileiros vivem da extração de borracha e castanha e fazem produção em pequenas lavouras. Os cálculos variam. Já foram anunciadas 1000 famílias, 350 famílias, 450 famílias e 400 famílias. Também são desencontradas as informações sobre as atividades econômicas desses brasileiros, pois já foi anunciada a existência de fazendeiros que ficaram revoltados com as propostas, tanto do governo boliviano, quanto do governo brasileiro, de que poderiam criar aves, para fornecimento ao frigorífico de cooperativa acreana, podendo ganhar até R$ 1.600,00 por mês.

Em reunião ocorrida entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Bolívia, Evo Morales, foi feito o pedido de que os brasileiros fossem tratados de forma similar ao tratamento dado aos bolivianos ilegais no Brasil, os quais receberam guarida e condições de aprovação de visto de permanência.

De acordo com nota divulgada, foram oferecidas três propostas aos brasileiros que estão sob ameaça:

1. retornar ao Brasil e entrarem nos projetos de reforma agrária;

2. serem reempossados em terras no interior da Bolívia, ficando fora do risco de estar em área de segurança nacional, já que longe da fronteira;

3. naturalizarem-se bolivianos, podendo, assim, ficar onde estão, sendo esta uma medida desestimulada pelas autoridades brasileiras.

A questão que tem despertado atenção é o fato de que as famílias de brasileiros serão substituídas por 5000 famílias de bolivianos da região dos Andes, onde Morales tem ampla aceitação.

Os analistas têm interpretado que é uma forma de o presidente tentar contrabalançar a oposição que recebe dessa região (Pando), onde tem sido combatido seguidamente, já que este Departamento é um dos que compõem a região conhecida como Média Luna (Meia Lua) e deseja autonomia administrativa para gerenciar os impostos decorrentes da exportação de gás, exploração de minérios e exploração de agronegócios, que são desenvolvidos na área e representam percentual significativo da economia do país.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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