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Radicalização política na Hungria: skinheads conseguem eleger representação parlamentar e tornam-se a terceira força política do país

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Formado por skinheads em 2003, o partido de extrema direita “Jobbik”, que em húngaro pode significar “o melhor”, ou ainda, “mais à direita” e se declara racista e anti-semita, ficou em terceiro lugar nas eleições parlamentares da Hungria, realizadas no dia 10 de abril. O percentual foi de 16,7% dos votos, quase oito vezes mais que nas legislativas de 2006, alcançando, desta forma, o objetivo de entrar no Parlamento e tornar-se uma força política significativa do país.

O líder do “Jobbik”, Gabor Vona, aproveitou a conjuntura de profunda crise econômica em que a Hungria está imersa há dois anos para angariar adeptos com um discurso populista e fortemente nacionalista.

Realmente, eu sou racista. E qual é o problema? Porque tenho de gostar dos estrangeiros se, de fato, são meus inimigos?”, afirmou um membro da “Guarda Húngara”, uma força paramilitar criada em 2007 pelo “Jobbik” para intimidar a comunidade cigana.

Neste domingo, 11 de abril, o “Comitê Eleitoral Nacional” húngaro anunciou a vitória do partido opositor de direita “Fidesz”, garantindo mais da metade dos lugares no Parlamento (206 dos 386 deputados).  Os socialistas do MSZP, que atualmente governam o país, obtiveram 19,3% dos votos emitidos, menos da metade das eleições de quatro anos atrás.

A ascensão do “Jobbik” como terceira força surpreendeu todos que subestimaram o apoio popular que este partido extremista poderia ter. Os descontentamentos com a crise econômica, além dos escândalos de corrupção, fizeram com que aumentasse o número de húngaros que acreditam numa solução extrema para esses casos, tal qual é prometido pelo “Jobbik”.

Os eleitores voltarão às urnas no dia 25 de Abril para eleger os restantes 121 deputados, pois o complexo sistema eleitoral da Hungria prevê um segundo turno para aquelas circunscrições nas quais não houve um vencedor com mais de 50% dos votos.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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