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Reação da sociedade francesa e britânica perante os cortes nos gastos públicos que foram anunciados

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Enquanto a imprensa britânica à esquerda emerge contra os cortes de 91,5 bilhões de Euros, referentes ao plano de austeridade aprovado pelo ministro das Finanças George Osborne, os conservadores esperam para que este recuo do peso do Estado conduza ao crescimento.

Neste ano, os britânicos mostram ter mais em comum com os norte-americanos – cuja “” nas leis do mercado chega a ser absoluta – do que com os franceses, que ainda saem rotineiramente para a rua, defendendo o seu “Estado Social”. Enquanto milhões de franceses saem às ruas para protestar contra a proposta do Governo de Sarkozy de aumentar a idade da reforma, a população da Inglaterra, palco de confrontos anti-Thatcher na década de 1990, mantém-se conformada com os cortes aprovados pelo governo britânico.

No jornal britânico “The Guardian”*, Seumas Milne protesta contra a “bateria de cortes” do Governo de coligação Liberais-Conservadores. O mais profundo programa de cortes na despesa pública desde a década de 1920 revela que “a aliança dirigida pelo Partido Conservador está usando a crise econômica não apenas para governar o Estado, mas para reorganizar a sociedade”.

Por outro lado, Camilla Cavendish, colunista do “The Times”**, defende que “a festa acabou. E que festa! Inebriadas de abundância, as classes palradoras alhearam-se do crescente ressentimento dos contribuintes, que viam os seus impostos municipais, segurança social e taxa de TV crescerem em linha com a incompetência. Os políticos foram avaliados pelo que gastaram, ou por quantas leis novas criaram, independentemente de serem exorbitantes ou ineficazes. Como vamos agora julgar um Governo que deseja gastar menos? O maior desafio de Osborne é pôr de novo a Grã-Bretanha numa via de crescimento. Sem crescimento, tornam-se inevitáveis cortes mais profundos e impostos mais elevados”.

Sobre a previsão de uma perda de 490 mil postos de trabalho, defende que, “sem criação” de empregos, “ficaremos encalhados”. O setor privado “precisa dar um salto de leão para apoiar as iniciativas do ministro. Precisamos mais do que energia verde, que tem um potencial de emprego limitado – precisamos do setor em que somos mais fortes: os serviços financeiros”.

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*http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/oct/20/bullingdon-boys-want-to-finish-what-thatcher-began

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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