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Relações comerciais entre Brasil e Argentina estão esvaziando o MERCOSUL

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As recentes ações da Argentina, com relação à importação de produtos brasileiros, estão levando o Brasil a uma reação que poderá esvaziar, senão estagnar, o desenvolvimento do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul). Ao longo dos dois últimos anos o governo argentino tem adotado a postura de aplicar aos brasileiros medidas protecionistas que tem reduzido as relações comerciais entre os dois países. De 1997  até 2009, a queda no volume as exportações do Brasil foi de, aproximadamente, 6%, saindo de 13% para 7% do volume total das exportações brasileiras.

A reposta que o Brasil pretende dar é de adotar barreiras não tarifárias aos produtos argentinos agindo de forma semelhante, ou seja, usando também da aplicação de licenças não automáticas, tal qual os argentinos fizeram durante os últimos anos selecionando produtos e estabelecendo cotas.

O governo do Brasil tem percebido que ação dos vizinhos tem levado a substituição do Brasil pela China como parceiro comercial. A resposta brasileira pode tornar o Bloco enfraquecido, apesar das medidas políticas (criação do Parlamento, expansão com novos membros, criação de Órgão e Instituições comuns, formulação de projetos energéticos) para dar-lhe substância e peso internacional.

A alavanca para a concretização do Bloco são as trocas comerciais, que quanto mais intensas, mais exigiriam acordos econômicos e aproximações, gerando instituições políticas comuns. O peso do MERCOSUL está no relacionamento entre Brasil e Argentina e, quanto mais forem reduzidas suas trocas comercias, mais o Bloco econômico tenderá a se esvaziar.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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