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Relações entre China e Taiwan e possibilidades de unificação

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As relações entre a China e Taiwan vêm melhorando desde o ano de 2008 quando a RPC (República Popular da China) e Taiwan, conhecida também pelo nome de Formosa, retomaram as relações. As relações entre ambas as partes não é só de interesse dos dois países, mas de todas as nações com as quais ambas mantém relações na região.

 

Para se entender a importância no estreitamento das relações entre a RPC e o estreito de Taiwan para o mundo, deve-se ter conhecimento da política “uma só China”, uma única China para o mundo. Esta política já tem 60 anos, começou com a formação da RPC em 1949, após a guerra civil travada entre Kuomintamg e as forças armadas do partido Comunista. O exército do kuomintamg era liderado por Chiang Kai-Shek que foi derrotado, se refugiou na ilha de Formosa e teve apoio do governo norte-americano.

Para concretizar esta política de “uma só China”, ou política de reunificação chinesa, RPC busca, desde a sua formação, resolver a questão de Taiwan por meios pacíficos e, para concretizar o processo, está sendo  utilizado o conceito de “Um país, Dois sistemas”, conceito de Deng Xiaoping, que se iniciou na década de 1980, com vista de manter a China continental comunista e a ilha de Formosa com o regime capitalista. Assim que se unificassem, Taiwan seria uma região administrativa especial, como é aplicado na atualidadeem Hong Konge em Macau.

Nos anos de 1990, as negociações de unificação foram paralisadas pelo governo taiwanês, ficando dezoito anos paradas, sem obter avanços até o ano de 2008, quando Ma Ying-jeou assumiu o governo e pôs fim a política de antagonismo em direção a China, algo  que havia sido protagonizado pelo presidente independentista Chen Shui-bian.

A situação da relação entre o estreito de Taiwan e a China continental é de interesse dos demais países, pois aqueles que aderem à política de uma só China para o Mundo mantêm relações mínimas com Taiwan. Os Estados que se posicionam de acordo com esta política não podem reconhecer a independência política de Formosa; também não podem apoiar a independência do Tibete; não podem ter relações oficiais entre os governos, pois isso seria problemático para as relações diplomáticas com a RPC.

A importância da China para o cenário internacional é hoje de tamanha importância que outros grandes players mundiais, como os Estados Unidos e a União Européia, que têm um posicionamento a favor, se relacionam com Taiwan de forma delicada para não ter desentendimentos com Pequim. O Brasil e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) também mantêm o apoio a esta política, mantendo relações não governamentais com Taiwan.

A unificação talvez não esteja distante, pois, desde o ano de 2008, quando retomada as negociações entre as duas Chinas, já foram assinados nove acordos e existem outros em planejamento, como um Acordo Marco de Cooperação Econômica.

Ambos os lados já abriram espaços para a cooperação em diversos setores, como no turismo intercambio intelectual. na cooperação científica (com convite para que cientistas taiwaneses participem da “26ª expedição chinesa à Antártida”, no dia 11 de outubro), nas ligações aéreas, de acordo com o que foi publicado em nota analítica pelo CEIRI “COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – China e Taiwan, Abertura das ligações” no dia 1 de setembro deste ano, 2009.

Esses acordos são sinais claros de que a relação entre China e Taiwan vem obtendo resultados positivos desde que Ma Ying-jeou assumiu o governo taiwanês, “A experiência da União Européia merece ser aplicada ao desenvolvimento das relações através do Estreito de Formosa, apesar das diferenças históricas”, assinalou o vice-presidente Vincent Siew em reunião com empresários taiwaneses erradicados na Europa, no dia 6 de outubro.

A expectativa de que as negociações entre China e Taiwan a respeito da unificação tenham resultados positivos e de que seja um grande marco para o povo chinês e para o mundo, provendo muitos benefícios diplomáticos e econômicos.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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