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Relatório do Pentágono gera resposta ríspida da China

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O “Relatório Anual do Pentágono” sobre os assuntos de Defesa chinesa, demonstra que o país continua a se reforçar militarmente. As informações despertaram a oposição formal de Beijing. Segundo a chancelaria chinesa, o documento “Desenvolvimento da Segurança Envolvendo a China” só contribui para o mal andamento das relações entre os dois Estados.

Em comunicado oficial, o porta-voz do “Ministério da Defesa” chinês, Geng Yansheng, afirmou que “A difusão deste relatório não é benéfica para a melhoria e para o desenvolvimento das relações militares sino-americanas”.

Segundo o documento divulgado pelo órgão norte-americano, Beijing “continua sem cessar”, reforçando suas forças militares com objetivo de iniciar um conflito com Taiwan. A mídia internacional, tem declarado que a China continental e Formosa estão melhorando seus laços políticos e econômicos desde o ano de 2008. Por isso, as autoridades da China continental declararam que relatórios como este são obstáculos que põem em risco o avanço dessas relações.

O que intrigou os chineses foi o fato de o relatório apresentar informações de que a China estaria desenvolvendo sua capacidade de ataque na Ásia para além da ilha de Taiwan, chegando a ilha norte-americana de Guam, no Pacífico.

Para os especialistas chineses, os Estados Unidos ignoram a história da China, um país que sempre sofreu com invasões estrangeiras e com conflitos internos. De acordo com suas avaliações, o único Estado que atualmente está militarmente ativo na região são os EUA, que participam de exercícios militares na península coreana, no sul do continente, com o Vietnã e têm instalações bélicas no Japão.

Segundo Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, atualmente, a China continental mantém o desenvolvimento pacífico de suas “Forças Armadas” e mantém uma política de defesa voltada para a Segurança do país.

O porta-voz declarou ainda que o relatório foi irresponsável, no que diz respeito à segurança chinesa e afirmou que a tese de “Ameaça Militar da China” é apenas uma desculpa de Washington para responsabilizar o governo chinês pelas dificuldades nas relações bilaterais entre os dois países.

No final, Beijing pede para que os EUA respeitem a realidade do país asiático e pare com publicações deste gênero, para que, assim, as relações entre ambos sejam melhor desenvolvidas.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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