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Retorno de Honduras á OEA continua sem definição

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O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza declarou que “está próximo um acordo para o retorno do país a Organização”, da qual foi suspensa desde 4 de 2009. A declaração foi feita após reunião com o atual Presidente de Honduras, Porfírio “Pepe” Lobo e com o ex-presidente Manuel Zelaya, afastado sob acusação de crimes comuns e políticos.

Segundo o ministro do Planejamento de Honduras e membro da “Comissão de Verificação”, Arturo Corrales, as negociações estão em andamento, mas afirmou que não há vinculação entre o retorno do país a entidade e o retorno de Zelaya a Honduras.

O Secretário da OEA, apesar do comportamento diplomático, das declarações otimistas e do continuo trabalho de negociação e mediação afirmou que o papel da “Comissão é informar, no máximo até 30 de julho a ‘Assembléia Geral da OEA’ de como evoluiu a situação em Honduras desde a posse de Lobo em janeiro”. Ou seja, confirmou que a tarefa neste momento é concluir um relatório e não um acordo entre Porfírio Lobo e Manuel Zelaya.

Analistas têm afirmado que serão dados passos para o ingresso de Honduras no organismo e buscadas formas de contornar as recusas dos países sul-americanos, únicos que se mantêm firmes contra o reconhecimento do atual governo hondurenho.

Assim, o problema se colocou em termos fazer negociações para aguardar o reingresso do país na OEA, algo que a grande maioria considera com certa no futuro médio, e não em alcançar uma solução para Zelaya.

Nas palavras de Insulza, apesar de não haver divergências entre o atual mandatário e o ex-presidente, “é preciso que as coisas se concretizem e isso vai demorar um pouco“. Observadores concluem que elas confirmam indiretamente suas teses.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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