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Rússia acerta venda de armamentos e construção de Usina Nuclear na Venezuela

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O presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, declarou no dia 16 de outubro a parceira comercial-militar com a Venezuela, acertando que será realizado um amplo leque de trocas entre os dois países. Segundo foi declarado à imprensa internacional, serão entregues 35 tanques do tipo T-72, em cumprimento ao Acordo assinado em setembro deste ano (2010), pelo qual foi aprovado o crédito de 2,2 bilhões de dólares entre os dois países para a compra de 92 tanques deste modelo.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, também declarou que comprará os mísseis S-300 que seriam destinados ao Irã, mas foram cancelados pela Rússia, em cumprimento à “Quarta Rodada de Sanções” determinada pelo “Conselho de Segurança da ONU”.  

O ponto mais polêmico diz respeito ao acordo para a construção da Usina Nuclear venezuelana, que, segundo Sergei Kiriyenko, o Presidente da estatal russa para energia nuclear, a Rosatom, poderá ficar pronta “em dez anos, talvez menos”.

Medvedev adotou a postura de defender a parceria comercial entre os dois países, pois, segundo analistas internacionais, necessita dar continuidade à expansão do comércio internacional de seu país e a Venezuela está investindo pesadamente em armamentos.

Alguns meios de comunicação divulgaram que o Presidente russo havia afirmado que “alguns países teriam tipos de emoções sobre isso”, como sendo uma provocação aos EUA. De acordo com divulgação completa da afirmação de Medvedev, sua declaração foi: “O presidente [Chávez] me disse que haverá países que terão diferentes tipos de emoções sobre isso, mas eu gostaria de sublinhar que nossas intenções são claras e abertas: queremos que nosso sócio tenha um leque completo de opções em energia“. Ou seja, objetivou explicar a afirmação do seu homólogo venezuelano, insistindo que o objetivo russo é dispor um leque de ofertas ao cliente sul-americano e não realizar provocação contra os norte-americanos.

Suas declarações, contudo, foram ao encontro da necessidade de reorganização do sistema internacional com a restauração do papel e status que outrora os russos ocupavam, quando comandavam a “União das Repúblicas Socialistas soviéticas” (URSS).

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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