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Rússia cancela entrega de mísseis ao Irã

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O presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, anunciou nesta quarta-feira, dia 22 de setembro, o cancelamento da entrega dos mísseis S-300 que estava no pacote assinado com o governo do Irã, em 2007. A proposta era entregar cinco sistemas de defesa S-300, por US$ 800 milhões.

A decisão reforça a postura do atual governo russo de reassumir sua posição de coordenadora do sistema internacional como uma das grandes potências do atual sistema internacional multipolar, que está em processo de  reestruturação.

Com o cancelamento, demonstrou acatar a resolução da “Organização das Nações Unidas” (ONU), resolução 1929, que determinou a “quarta rodada de sanções” do “Conselho de Segurança”. Os russos estão sendo pró-ativos com relação ao caso iraniano, independente do fato de a decisão afetar as relações Irã-Rússia.

De acordo com comunicado emitido pelo governo russo, o Decreto do Presidente da Federação, define que, “em particular, proíbe (…) a entrega ao Irã de qualquer classe de tanques, carros blindados, peças de artilharia de grosso calibre, aviões e helicópteros de combate, navios de guerra, mísseis ou baterias de mísseis“.

Segundo declaração do ministro de Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, ao solicitar que a Rússia cumpra o contrato,  “A venda de mísseis S-300 é um acordo defensivo que não tem nada a ver com as sanções do Conselho de Segurança da ONU, e os russos devem cumprir com seus compromissos em relação a isso”, pois, em suas considerações estes mísseis não vão contra qualquer acordo internacional, já que destinam-se à Defesa. Contudo, os mísseis S-300 tem mais poder que os sistemas antiaéreos “Tor-M1”, comprado da Rússia pelos iranianos em 2005, por US$ 1 bilhão e, naquela época, foi acusado por Israel.

Contrariamente, o chefe do “Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia”, Nikolai Makárov, afirmou que “A decisão de não fornecer S-300 ao Irã foi tomada, já que, sem margem de dúvidas, estes estão incluídos nas sanções”.

Recentemente, a Rússia assinou “Acordo Militar” de longo prazo com os israelenses, reforçou suas bases em torno da Geórgia, acertou aproximações e Acordos técnico-científicos com os norte-americanos e solucionou os problemas territoriais com a Noruega, que se estendia por décadas*. O Kremilin deseja assumir seu papel de construtor da nova ordem que, independente das divergências teóricas, ainda está em processo de organização.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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