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Santos encerra visita ao Brasil sem pressionar o governo brasileiro a respeito das FARC

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Durante sua visita ao Brasil, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, demonstrou trato diplomático ao tratar da forma como o Brasil tem tratado as “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular” (FARC – EP).

Após declaração do “Assessor Especial da Presidência da Republica para Assuntos Internacionais”, Marco Aurélio Garcia, de que o Brasil não classificará as FARC como organização terrorista, porque o País não é uma agência de classificação”, afirmou que não está preocupado com a forma como o Brasil trata as guerrilha colombiana, uma vez que este é um problema de seu pais, que não deve receber interferência internacional.

O importante, de sua perspectiva, é que o Brasil se mostrou contrário ao terrorismo internacional, constituindo este o compromisso importante a ser assumido pelos brasileiros. Da mesma forma, recusou mediação brasileira na solução dos problemas com a Venezuela.

Segundo afirmou, o problema com o vizinho caminha positiva e corretamente e declarou que está dando “um voto de confiança” ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, frisando que isto é necessário porque este demonstrou estar disposto em proibir a presença das FARC em seu território, afirmando isto por “11 vezes”.

Ou seja, o colombiano fez questão de mostrar que há um compromisso do Presidente da Venezuela, assumido publicamente perante à “Comunidade Internacional”. Caso não cumpra o prometido, o governo Chávez não terá argumento moral para se defender, nem para acusar a Colômbia de qualquer atitude.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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