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Situação tensa no Paraguai traz mais combustível para avaliação negativa da política externa brasileira

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O Paraguai está vivendo uma situação tensa com os constantes atentados realizados no país. O último, contra o senador Robert Acevedo, trouxe à tona o envolvimento de brasileiros que, supostamente, estão ligados a narcotraficantes paraguaios e ao grupo criminoso brasileiro “Primeiro Comando da Capital” (PCC).

A situação está sendo agravada com estado de emergência decretado na semana passada pelo presidente do país, Fernando Lugo, que foi aprovado pelo Congresso paraguaio com algumas alterações.

A situação se resume à existência de um foco guerrilheiro que tem ligações diretas com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com traficantes brasileiros, realizando uma triangulação confirmada por levantamentos feitos pela “Polícia Federal” do Brasil; pela “Agência Brasileira de Inteligência” (ABIN) e pelos dados recuperados do computador pessoal de Raul Reys, ex-número dois das FARC, quando este foi morto em 2008, em território equatoriano, pelo exército colombiano.

Para o Brasil fez emergir mais críticas ao comportamento ambíguo da política externa brasileira, segundo interpretação de vários analistas políticos do país, pois o governo do Brasil tem dado status de refugiado político a fugitivos acusados de crimes comuns e de serem narcotraficantes e terroristas.

Na próxima segunda-feira, dia 3 de maio, haverá um encontro de cúpula entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente paraguaio, Fernando Lugo.

Sabe-se que o foco da reunião será Itaipu e a construção de uma linha de transmissão saindo de Assunção. No entanto, na pauta estará a violência existente no país que afeta diretamente aos brasileiros da fronteira, aos trabalhadores brasileiros da terra residentes no país, bem como aos fazendeiros brasileiros que têm investimento no Paraguai.

Acredita-se também que será tratada a questão da extradição e dos “refugiados” paraguaios no Brasil e a entrada da Venezuela no MERCOSUL, embora este tema possa ser reduzido ou eliminado da pauta, devido a gravidade e emergência da situação no país, que poderá levar a uma intervenção e queda do governo Lugo, algo que esteve no cenário durante todo o segundo semestre de 2009.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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