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Taiwan (Formosa) trabalha para melhorar e ampliar as relações com os EUA

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Em entrevista à rede de notícias local de Taiwan, “Taiwan Today”, o representante do “Escritório Econômico de Taipei” nos EUA (ROC, sigla em inglês), Jason C. Yuan, falou sobre as relações entre os dois países.

Afirmou que “para um país como Taiwan sobreviver no mundo, [ele] precisa ser profundamente conectado com um parceiro confiável, como os Estados Unidos”, enfatizando à importância das relações positivas entre norte-americanos e taiwaneses para o futuro da ilha.

Segundo Yuan, as relações entre ambos “caminhava na direção errada” sob a administração anterior a do atual presidente Ma Ying-Jeou, pois os planos de governo de ambos os Estados não chegavam a um ponto comum, no que diz respeito à “China Continental”.

Taiwan passou mais de 60 anos no isolamento, mantendo relações tensas com os chineses continentais. Considerando a atual posição e importância da China no mundo, ficou mais complicado para Washington construir quaisquer políticas com as duas Chinas que não possam afetar suas relações com uma delas.

Com o atual presidente de Formosa, o “Tratado de Livre Comércio” (ECFA) entre Taipei e Beijing pode servir como porta para que tais relações se mantenham de forma benéfica para ambos e para os EUA, em especial.

Embora ainda haja uma série de impasses, barreiras e tensões políticas entre chineses e taiwaneses, a melhora do diálogo entre os dois poderá beneficiar as relações com os norte-americanos e com as demais nações que mantêm relações com Formosa, sejam elas econômicas, sejam comerciais ou apenas diplomáticas.

Não existe dúvidas quanto à existência de alguns temas delicados que podem prejudicar todos os trabalhos de aproximação envolvendo qualquer das três partes, como é o caso da venda de armamentos estadunidenses para o governo de Taiwan, algo que foi motivo de grande tensão nas relações sino-americanas, no início de 2010. Para Yuan, contudo, problemas desta natureza são comuns nas relações entre Estados, algo que requer “paciência”.

No tocante ao ECFA, ele afirmou: “o ECFA é muito positivo para Washington. (…). Eu não ouvi falar de nenhum funcionário do governo dos EUA que não pense que o pacto não está nos melhores interesses do seu país”.

Acrescentou que “esta é a beleza do ECFA, que serve como uma ponte para fazer negócios com a China continental. (…). E dado que já temos o Acordo ‘Trade Investment Framework’ com os EUA, Taiwan é hoje o melhor lugar para as empresas norte-americanas que pretendam operar no outro lado do estreito”.

Abriu-se nova época para as relações entre Taipei e Washington e o ECFA pode se mostrar como o grande instrumento para a realização de benéficos Acordos entre as partes: taiwanesa, estadunidense e chinesa.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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