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Tensão nas Relações Comerciais e Diplomáticas entre União Européia e China

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As relações entre a União Européia e a China ficaram sob tensão, com a divulgação, no dia 5 de fevereiro, da venda de helicópteros europeus a Taiwan, ilha sobre a qual a China reivindica soberania.

A revelação ocorreu apenas um dia após o governo chinês anunciar a abertura de um processo contra a União Européia (UE) na Organização Mundial do Comércio (OMC) por suposta prática de “dumping” na importação de calçados da China.

Yao Jian, porta-voz do Ministério de Comércio da China, declarou que “representantes do governo e da indústria calçadista da China manifestaram oposição às tarifas em diversas reuniões com seus homólogos europeus, mas não conseguiram reverter a postura do Bloco, o que levou Pequim a mover o processo na OMC”.

A abertura do processo ocorre em meio a uma série crescente de divergências comerciais entre os chineses e seus principais parceiros comerciais, sendo a UE o maior parceiro comercial da China. A divergência entre ambos ultrapassou este setor, causando tensões diplomáticas.

De acordo com os relatórios divulgados pelo Ministério da Defesa de Taiwan, a ilha pretende comprar 20 helicópteros EC-225 da empresa alemã Eurocopter, por US$ 11 milhões para modernizar as equipes militares e manter a defesa forte, com o objetivo de dissuadir a China de tomar a ilha pela força.

O acordo com a Europa eleva a preocupação de Pequim, pois dias antes foi anunciada por Taiwan a aquisição de armamento dos Estados Unidos por US$ 6,4 bilhões.

Alguns analistas afirmam que a resposta de Pequim a UE poderá ser mais lenta que a dada em relação aos EUA, pois os chineses não acreditam ser prudente lutar em duas grandes frentes diplomáticas ao mesmo tempo.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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