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O governo sul-coreano levará o caso do naufrágio de sua embarcação militar (segundo informações, o torpedo que a afundou era norte-coreano) para o “Conselho de Segurança” (CS) da “Organização das Nações Unidas” (ONU) e deverá propor a imposição de sansões ao governo do norte pelo incidente.

O cancelamento de projetos conjuntos com o governo do norte, que visavam apenas o benefício norte-coreano e um futuro para as relações dos dois lados da península coreana foi o início do rompimento. Agora, serão discutidas na ONU formas de punir os responsáveis pelo ataque que causou 46 mortos.

O presidente sul-coreano, Lee Myung Bak, exigiu por parte de Pyongyang um pedido de desculpas perante o povo da Coréia do Sul e toda a comunidade internacional. Quanto ao caso, o governo norte-coreano apenas se pronunciou exigindo as evidências de que o torpedo tenha sido disparado de um submarino ou de uma embarcação de suas forças militares na região de fronteira. A Coréia do Norte alertou que a aplicação de sansões ao seu país, se realizada de forma precoce, poderá levá-los a declarar guerra ao governo do sul. Seul se pronunciou pronta para revidar, caso isto ocorra.

Os Estados Unidos declararam que darão apoio militar a Coréia do Sul e já preparam manobras conjuntas com as unidades militares sul-coreanas. Segundo Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, os dois países já se organizam para exercícios conjuntos em um “futuro próximo”.

O governo da China, país vizinho à península coreana e a única nação que mantêm relações estáveis com as duas Coréias, se pronunciou a favor de novas investigações com mais detalhes, as quais devem ser abertas para o acompanhamento da comunidade internacional.

O porta-voz do “2º Diálogo Estratégico e Econômico China-EUA”, Ma Zhaoxu, durante intervalo da reunião realizada ontem (24 de maio) com os estadunidenses, fez a seguinte afirmação, “Esperamos que as partes envolvidas se contenham e evitem a escalada da tensão na região“, demonstrando o nível dos riscos.

Para a China não seria interessante um conflito declarado entre as duas Coréias, pois dificultaria sua posição oficial de manter fortes laços diplomáticos com os dois governos. Da sua perspectiva, fazer mais investigações sobre o incidente e trabalhar com negociações sem ameaças e/ou uso de forças militares é o melhor caminho para a resolução deste conflito.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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