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UNASUL fracassa no estabelecimento de medidas de controle sobre acordos militares entre os seus membros e parceiros de fora do grupo

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Após a reunião entre ministros da Defesa e ministros das Relações Exteriores dos Membros da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas), quarta-feira, 15 de setembro, a conclusão geral sobre os resultado é de fracasso, em relação à principal proposta do grupo, apresentada pelos representantes brasileiros: criar um mecanismo de controle sobre os Acordos militares entre os membros do grupo e parceiros externos.

 

Por intermédio deles, seria necessário apresentar detalhes de quaisquer contratos, como valores envolvidos, envolvimento de unidades militares, disposição de tropas, aquisição de armamentos, detalhes técnicos etc. A reboque dessa proposta desejava-se que a Colômbia expusesse maiores aspectos técnicos sobre o acordo com os norte-americanos e, para pressioná-la, citou-se a leitura feita pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de trechos da “Estratégia Global de Bases de Apoio” dos EUA, na qual está à unidade de Palanquero, como base expedicionária na estratégia norte-americana, em caso de guerra. Como ela está no acordo entre Colômbia e EUA, chegou-se a conclusão de que há indícios suficientes para comprovar que a aproximação firmada por Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, na se limita ao combate ao narcotráfico, mas será usada para a projeção dos interesses estadunidenses. Outro elemento foi citado: a questão da defesa da democracia e liberdade como estando nos termos da parceria firmada.

Dois pontos são fundamentais. Primeiro, todo Estado trabalha, em sua política de defesa, com hipóteses de conflito e hipóteses de guerra, sobre as quais se constroem cenários. O mesmo fazem os países da América do Sul, apesar de não divulgarem seus planejamentos estratégicos. Caso não estejam fazendo será por erro de concepção lógica e não por boa vontade. Segundo, a base de Palanquero, por ser a mais importante da Colômbia, devido a vários fatores, ocupa posição central em qualquer concepção estratégica que envolva cobertura aérea na região afetada, daí não ser surpreendente que um comandante militar competente não a exclua de seu planejamento.

Os argumentos, no entanto, são direcionados para exigir que os colombianos abram detalhes técnicos de seu tratado, ou desistam da parceria firmada, já que a presença dos EUA tem sido vista, por grupo significativo de analistas, não como uma ameaça, mas como um fator de equilíbrio na região.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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