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Uribe pretende ampliar acordo militar entre Colômbia e EUA para outros países da América do Sul

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Após reafirmar que a presença de soldados e assessores norte-americanos em território colombiano tem como objetivo o combate ao terrorismo e ao narcotráfico, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que pretende estender o tipo de acordo firmado com os EUA para outros países da América do Sul.

 

Os países imediatamente citados foram Brasil e Peru. Com relação ao último, não haverá problemas, uma vez que a própria Secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton, declarou que já há trabalhos sendo realizados com o Peru e com o Equador. Alguns analistas têm afirmado que está sendo acertado um acordo de cooperação militar também com o Peru, para ser executado no início de 2010. 

Quanto ao Brasil, o desejo de Uribe é que o este participe do processo, ganhando em maior controle fronteiriço para combater de forma intensa o narcotráfico para o país. Além disso, de acordo com as declarações do presidente colombiano, é interessante que os brasileiros intensifiquem suas relações comerciais e os acordos de cooperação bilateral, inclusive na área militar, pois o Brasil é um dos principais exportadores de armamentos para a Colômbia.

Certamente, o posicionamento peruano será de participar dos Tratados firmados pela Colômbia. Alan Garcia, presidente do Peru, já se manifestou positivamente, inclusive afirmando que Álvaro Uribe representava a defesa da democracia na América do Sul. Com relação aos brasileiros, não será surpreendente se refletirem e debaterem de portas fechadas a proposta, pois o Brasil ganhará com isso, mas os remendos da política externa brasileira na região exigem neutralidade, uma vez que se posiciona como o negociador e o “fiel da balança” na região sul-americana.

Nesse sentido, a aceitação da proposta colombiana será uma tomada de posição explícita o que acarretará em problemas com relação aos bolivarianos (Venezuela, Equador e Bolívia), com os quais o Brasil mantém relações cordiais de cooperação em vários setores, pricipalmente comerciais.

Não por acaso, o presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou durante o encontro que teve como presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, que todo presidente, ou governo, que aceitar a entrada de tropas estrangeiras em seu território deve ser visto como um traidor da democracia e da libertação dos povos latino-americanos.

Foi uma forma de pressão retórica sobre o brasileiro, que desconversou sobre o tema do uso das bases militares da Colômbia pelos EUA, quando discursou. Na reunião extraordinária da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) que ocorrerá no próximo dia 28 de agosto, em Bariloche, na Argentina, a questão será tratada de forma intensa, buscando definir posicionamentos. Dificilmente se chegará a alguma conclusão, além das já apresentadas, pois a situação está polarizada e não há como ocorrer retrocessos.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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