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Venezuela adquiriu 100 mísseis Igla da Rússia

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Dentre os documentos divulgados pelo site “Wikileaks” está um informando que a Venezuela adquiriu da Rússia 100 mísseis Igla, que compõem um sistema antiaéreo de manejo individual, de alta tecnologia, com poder para abater um helicóptero “Black Hawk” do Exército colombiano, no raio de até seis quilômetros. Além disso, apenas um homem pode disparar o míssil.

Segundo um diplomata norte-americano, “trata-se de um dos sistemas portáteis de defesa aérea mais mortíferos já fabricados”. Por essa razão, a aquisição do equipamento preocupou os EUA, pois, na avaliação de funcionários do “Departamento de Estado” dos EUA e de vários analistas de defesa, ela poderá trazer desequilíbrio militar na região. O maior temor é que tais armamentos cheguem às mãos de guerrilheiros das “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (FARC), pois há informações de que o relacionamento entre o governo venezuelano com a guerrilha colombiana era intenso na época da venda e ainda se mantém.

Também de acordo com a divulgação, a venda havia sido informada por funcionários do governo russo a diplomatas estadunidenses, mas não o número total de mísseis que foram negociados. Daí o receio de poder chegar à narcoguerrilha.

Apesar do problema que foi criado, a venda tinha ocorrido antes da reunião entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da Rússia, Dmitri Medvedeve, em Moscou, em julho de 2009. Deste momento até hoje, as relações entre Rússia e EUA avançaram com várias negociações, aproximações e propostas de parcerias.

Na época, houve reuniões para tratar das relações entre a Rússia e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na qual se buscou garantias de que o armamento não seria revendido, ou transferido para terceiros.

Em face das aproximações entre russos, norte-americanos e europeus, observadores acreditam que os mecanismos para evitar as transferências, ou foram criados, ou passou a ser feita a revisão progressiva do comércio de armamentos entre russos e venezuelanos, pois há interesse que não sejam afetadas as aproximações realizadas até o momento entre “União Européia” (UE), Rússia e EUA.
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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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