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Venezuela amplia parceria com a China para sustentar seus programas sociais

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Para dar suporte à expansão dos programas sociais na Venezuela, Hugo Chávez se aproxima cada vez mais da China. Em 15 de março de 2011, a Venezuela assinou uma série de acordos estratégicos no valor total de US$ 4 bilhões com o “Citic Group” e “Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês) para o desenvolvimento de projetos nos setores petrolífero, mineiro, financeiro, da construção civil e da indústria de materiais de construção no país sul-americano.

A delegação chinesa chefiada pelo presidente e vice-chairman do “Citic Group”, Tian Guoli, reuniu-se com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no palácio de Miraflores (gabinete presidencial em Caracas, Venezuela). “Nós assinamos a certidão de nascimento do que será um gigante; uma joint venture entre Petróleos de Venezuela e Citic Group”, afirmou Chávez sobre um dos novos acordos assinados, citado pelo jornal “O Estado de São Paulo“.

A “Petróleos de Venezuela” (PDVSA) também assinou com o ICBC e a empresa chinesa “Citic Group” um memorando de entendimento para o desenvolvimento da faixa petrolífera do Orinoco, no centro-sul da Venezuela.

Na área de investimentos sociais, o banco chinês e a estatal petrolífera venezuelana trabalharão conjuntamente em obras de infra-estrutura. Inicialmente serão construídas 20 mil moradias em 80 hectares na localidade onde, hoje, está armazenado o arsenal militar da “Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares” (CAVIM), na cidade de Maracay, no estado de Aragua, no norte do país.

Antes do fechamento destes recentes acordos, o “Citic Group” já tinha acordado com o governo venezuelano a construção de 40 mil unidades habitacionais nos próximos dois anos para ajudar a enfrentar a escassez de moradias na Venezuela.

Falando durante seu programa semanal de televisão “Ola, Presidente”, Chávez declarou que a Venezuela vai começar a importar máquinas, desde que a China forneça crédito para a compra de bens e acrescentou: “Pedi a eles [chineses] para construir uma fábrica de máquinas aqui e eles estão dispostos”.

Chávez também anunciou que seu país espera aumentar em três anos os embarques de petróleo à China de 400 mil barris por dia para um milhão de barris diários. “Todo o petróleo que precisem nos próximos anos está aqui, na Venezuela”, afirmou o Presidente venezuelano.

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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