LOADING

Type to search

Visita de Hilary Clinton ao Brasil tende a ser polêmica e tensa

Share

A Secretária de Estado dos EUA chegará ao Brasil na quarta-feira, dia 3 de março, vinda do Chile, onde fará sua segunda escala do percurso de viagens pela América Latina, visitando cinco países. Pela ordem: Uruguai, Chile, Brasil, Costa Rica e Guatemala.

Em sua estada em solo brasileiro, os indicadores são de que as reuniões não terão um clima ameno. A pauta é extensa e apresenta muitas divergências entre os dois governos.

Analistas apontam que, dentre os vários pontos, serão tratadas, principalmente, a questão nuclear iraniana; o problema do uso de salvaguarda brasileira, liberada pela OMC (Organização Mundial do Comércio), devido a denúncia do subsídio norte-americano ao seu algodão; além das questões que envolvem o projeto FX-2, da “Força Aérea Brasileira” (FAB).

As divergências são maiores e se expressaram em quase todos os posicionamentos feitos por norte-americanos e brasileiros nas questões da política internacional, ao longo de 2009. Foram os casos de Honduras; o apoio dado pelo Brasil à Venezuela; as discussões sobre o clima, realizadas em fóruns internacionais; as discussões sobre a reforma do “Conselho de Segurança da ONU”; o embargo dos EUA à Cuba; o apoio do Brasil ao regime cubano, ignorando as questões dos Direitos Humanos; além do tom anti-EUA que tem acompanhado os pronunciamentos de algumas autoridades do governo brasileiro, como é o caso do “Assessor Especial da Presidência da República para Relações Internacionais”, Marco Aurélio Garcia.

Hilary terá reuniões com o presidente brasileiro e depois com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Observadores têm apontado o vazio existente pelo fato de não haver reuniões com Marco Aurélio Garcia, devido a percepção hoje disseminada de que o teor e a formulação da Política Externa brasileira são definidos por esta autoridade governamental.

Um exemplo desta percepção ocorreu recentemente, quando, na “Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional” (CRE), aprovou-se a solicitação de que o ministro das Relações Exteriores se dirija a esta entidade para esclarecer o posicionamento do Executivo acerca do Programa Nuclear do Irã.

Os senadores debateram a razão de o assessor do Presidente da República não ir depor, e concluíram que a autoridade pertence ao ministro. No entanto o senador Pedro Simon (PMDB-RS), ironicamente, afirmou, sendo apoiado pelos demais: “O problema é que um é ministro e o outro manda“.

Hilary também está tentando realizar uma reunião com o Congresso brasileiro. Ações do Legislativo tem sido um indicativo de que se está buscando saídas para as ações da “diplomacia presidencial” usada pelo Brasil, no atual governo Lula.

A visita de parlamentares brasileiros em Honduras mostrou-se uma manifestação da busca por um contraponto e o instrumento para pode ser a “diplomacia parlamentar”. Nesse sentido, a visita da Secretária de Estado dos EUA ao Congresso brasileiro servirá para fazer mapeamento do terreno.

Tags:
Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

  • 1

1 Comments

  1. Jocuri Barbie 17 de fevereiro de 2014

    Mitt Romney is convinced ex- President Bill Clinton "embarrassed the nation" with the Monica Lewinsky scandal, nevertheless doesn't think it will likely be an alarming factor in 2016 in the event Hillary Clinton runs for president of the united states.
    “I consider Hillary Clinton, if she evolves into a nominee, can have lots to discuss about her very own reputation,” Romney declared on NBC's "Meet The Press" on Sunday. “I don’t believe Bill Clinton will probably be a major section of it.”But the past Massachusetts governor and 2012 Republican nominee was asked to comment on the 42nd president in light of the GOP's recent "resurrection" of the Clinton White House.
    “He ashamed the country,” Romney said of Clinton. “He breached his obligation, I believe, as a grownup and as a leader in his marriage. And I do believe that’s quite unfortunate. But I don't believe that's Hillary Clinton's to clarify.

    Responder

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!