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“Yin” e “Yang”: as relações sino-brasileiras

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As relações sino-brasileiras vêm crescendo de forma mais acelerada desde o início da crise econômica global. Para os chineses, a aproximação com o Brasil não deve mais estar focada apenas nas relações comerciais.

A “parceria estratégica” sino-brasileira, estabelecida no ano de 2004, se estende às mais diversas áreas, desde a exploração espacial à indústria farmacêutica. Buscando maior integração entre ambos, o governo chinês aposta na integração cultural.

Tentando aproximar mais os dois países através da cultura, a China está investindo na área de educação, levando mais informações sobre o Brasil para sua população e investindo ainda mais no estudo dos países lusófonos e do idioma português.

O governo está investindo nos meios de comunicação em português para promover maior interatividade entre as duas culturas e está aumentando as transmissões da estatal Radio Internacional da China” (CRI). Além disso, também está fazendo investimentos no “Instituto Confúcio” (instituto que promove o ensino da língua chinesa) e no centro da “Academia Chinesa de Ciências Sociais”, onde foi criado o “Centro de Estudos Brasileiros”, inaugurado em maio deste ano (2009), durante a visita do presidente brasileiro ao país, Luiz Inácio Lula da Silva.

Para os chineses, atualmente, o Brasil tem maior destaque entre os países lusófonos, como declarou um jornalista da CRI que “Portugal já não lidera os países de língua portuguesa. Quem lidera, hoje, é o Brasil” e afirmaram os estudantes de Beiwai (Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim) que “chegou à hora do Brasil”.

Nas palavras do Ministro da Defesa brasileira, Nelson Jobim, que esteve em visita à China no mês de outubro: “A China deseja ter um papel importante no mundo, mas não quer ficar colada a uma relação bipolar com os Estados Unidos”, por isso existe “um desejo de aproximação ao Brasil muito forte”.

Os líderes chineses costumam dizer que “a China é o maior país em vias de desenvolvimento do hemisfério Norte e o Brasil é o maior país em vias de desenvolvimento do hemisfério Sul”. Para eles, as relações sino-brasileiras estão encaixadas de forma perfeita no cálculo chinês de equilíbrio: o “Yin” e “Yang”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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