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Zelaya exige explicações de Hilary Clinton

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Além dos impasses criados, com relação às interpretações divergentes feitas por ambos os lados da contenda (Zelaystas e partidários do atual governo) sobre a data limite para a votação pelo Congresso hondurenho acerca de sua restituição ao poder, Manuel Zelaya, ex-presidente afastado, passou a viver o problema de não ter a garantia de que a reocupação do cargo presidencial ocorrerá, pois esta exigência não está nas cláusulas do “Acordo San José-Tegucigalpa”. Ao que tudo indica, ela é interpretativa.

 

As declarações que tem feito são de que isso estava “implícito”, o que demonstra pelas suas palavras que não há obrigatoriedade. O seu recurso atual é o argumento moral. Está adotando o discurso de que pessoas de boa-fé não necessitam explicitar algo que lhe parecia óbvio. No entanto, ele tinha consciência de que se solicitasse isso e a exigência aparecesse explicitamente no Acordo, certamente ele não teria sido firmado. Assim, as acusações de má fé, por parte do atual governo, podem ser transferidas para ele.

Diante da situação, está inquirindo a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hilary Clinton, para que lhe responda se é real que o governo norte-americano reconhecerá as eleições de 29, mesmo que o Congresso hondurenho não o reemposse no cargo do qual foi afastado, conforme declarações de Thomas Shanon, representante dos EUA que conduziu o “Acordo San José-Tegucigalpa”.  

A manobra do ex-presidente é arriscada, pois, caso a Secretária apenas responda que aceitará os termos do Acordo, ele terá explicitado para o mundo que não conduziu corretamente as suas negociações e não lhe bastará um argumento moral. 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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