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Zelaya propõe adiamento das eleições como estratégia para tentar voltar ao poder antes do pleito de eleitoral

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O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, sugeriu ontem, dia 19 de novembro, que as eleições sejam adiadas para que possam ser legalizadas internamente e legitimadas pela sociedade internacional.

 

 

Zelaya aposta que o Congresso votará favoravelmente pelo seu retorno. Estão surgindo interrogações sobre a razão pela qual Zelaya deseja voltar ao poder antes das eleições, caso isso ocorra. Como tem apoio da esquerda em seu país, há indícios de que utilize desses grupos para tentar alterar o processo eleitoral e, assim, garantir de alguma forma sua permanência no poder, mesmo que perca o cargo.

Com as eleições se realizando no dia 29 de novembro e garantida à transparência do processo, qualquer ação do ex-presidente poderá significar à comunidade internacional que as razões de seu afastamento foram corretas, uma vez que, segundo alegação daqueles que o afastaram, o objetivo que Zelaya tinha era perenizar-se como mandatário, tal qual está sendo feito por Hugo Chávez, presidente da Venezuela e seu apoiador direto.

O ex-presidente tem usado da liberdade recebida na embaixada brasileira para fazer proclamações lidas por representantes seus à mídia hondurenha. Nessas declarações tem pedido que o povo não participe das eleições e, com as manifestações que acredita que receberá, pretende impugnar as eleições.

O foco de sua estratégia está em dois pontos: retornar antes das eleições, por isso o pedido de adiamento do pleito eleitoral, para saber o resultado da votação no Congresso sobre o seu retorno ao cargo. No segundo ponto, caso o seu pedido de adiamento não seja aceito, ou embora tenha sido aceito ele seja reprovado na votação, pretende agir contra o processo eleitoral.

O presidente interino, Roberto Micheletti, está ciente da manobra e anunciou que se afastará do cargo presidencial, provavelmente durante dos dias 24 de novembro e 2 de dezembro, para evitar que o foco das atenções durante as eleições seja a crise política.

Afirmou, contudo, que retornará ao cargo imediatamente, se necessário, para controlar a situação, caso ela saia de controle. Emerge a possibilidade de que ocorra uma onda de violência, comandada por Manuel Zelaya, para deslegitimar o processo eleitoral, embora este tenha pedido que as manifestações sejam pacíficas.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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