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Barak Obama afirma: “relações entre EUA e China vão moldar o século 21”

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Na segunda-feira passada, dia 27 de julho, o presidente dos EUA abriu o fórum “Diálogo Econômico e Estratégico EUA-China”, em Washington, anunciando a importância de ações conjuntas entre ambos os países para combater a crise internacional. A frase significativa foi a de que norte-americanos e chineses moldarão as relações internacionais no século XXI.

 

A conjuntura atual desperta para fatos que relevam como verdadeiras as afirmações do presidente, apesar de ele já ter feito pronunciamentos em outros lugares do mundo com o conteúdo mais de diplomacia e apaziguamento, que fatos concretos.

Hoje, a China detém o terceiro PIB (Produto Interno Bruto) mundial, tem reservas na casa de US$ 2 trilhões de dólares e, desse valor, US$ 800 bilhões, aproximadamente, são títulos da dívida americana. Ela necessita do equilíbrio nas contas dos EUA, pois sabe que se norte-americanos adotarem qualquer medida que leve à desvalorização do dólar, a perda para a economia chinesa será desproporcional e os problemas internos do país (culturais, étnicos, econômicos, políticos etc.), que até o momento estão sob controle, emergirão.

Para os estadunidenses, é essencial que os chineses desenvolvam seu mercado interno para abrir mais espaços aos investimentos e a sua produção, mesmo que seja em parceria com os chineses e dentro do seu território, pois os grandes mercados mundiais estão sob forte concorrência. Resta, assim, aquele mercado que ainda está sob processo de moldagem: o da China.

Os vínculos que estão sendo forjados entre ambos os países, se concretizados, realmente poderão nortear, por período significativo, a condução da política internacional no futuro que se avizinha.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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