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Irã responde ameaçadoramente à “nova doutrina nuclear” dos EUA

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, respondeu de forma ameaçadora ao anúncio da nova “Doutrina Nuclear dos Estados Unidos” feito pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

Os pontos mais importantes estão na definição dos tipos e limites suportáveis de agressão recebidos por parte dos norte-americanos para darem como contrapartida a resposta nuclear.  

De acordo com o anunciado, mesmo no caso de sofrerem ataque químico ou bacteriológico (exceto se feito em grande escala) os estadunidenses não reagirão com seu arsenal atômico.

A exceção se dará contra as potências nucleares, ou contra os Estados que não cumprirem as exigências do “Tratado de não Proliferação Nuclear” (TNP). Foi um recado direto aos dois países considerados à margem do processo de negociação internacional sobre o problema: a Coréia do Norte e o Irã.

O presidente Ahmadinejad afirmou que, no caso de seu país ser invadido pelos norte-americanos, os EUA “receberão resposta contundente” e aproveitou para ameaçar também Israel, que constantemente tem afirmado que agirá contra os iranianos para por fim ao seu Programa Nuclear

A situação está caminhando para o impasse, pois os estadunidenses conseguiram organizar para breve uma reunião com as principais potências mundiais que podem agir diretamente no caso iraniano: EUA, Rússia, França, Inglaterra, China e Alemanha. Ou seja, o G-6 (os cinco membros permanentes do “Conselho de Segurança da ONU”, mais a Alemanha). Nela se discutirá as sanções que serão aplicadas ao Irã.

A surpresa foi ter garantido a presença da China, que tem grandes investimentos neste país, devido à sua necessidade do petróleo. Além disso, os norte-americanos realizarão uma “Cúpula Internacional” para tratar do terrorismo nuclear, tema que afeta diretamente a perspectiva estadunidense sobre o Irã.

Analistas têm apontado que a tendência será a radicalização, independentemente dos resultados das reuniões que se avizinham, pois os dois principais defensores das negociações com os iranianos (Rússia e China) estão cedendo às investidas norte-americanas e isto deixará a liderança de Teerã isolada, reforçando a grande probabilidade de radicalizarem ainda mais o processo.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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