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Por causa dos refugiados, Bulgária posiciona veículos de combate na fronteira com a Macedônia

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O Exército búlgaro foi destacado para reforçar as operações de vigilância na fronteira sudoeste com a Macedônia, país que não integra a União Europeia (UE) e que, nos últimos dias, viu um “fluxo sem precedentes de refugiados[1] chegarem da Grécia, na sua maioria dirigindo-se para a Hungria, e com um número recorde de mais de 2 mil a atravessarem à Sérvia.

O destino final dos clandestinos são as economias mais ricas da UE. Foram deslocados para a fronteira 25 soldados e um punhado de veículos  blindados Humvee (Veículo Automóvel Multifunção de Alta Mobilidade, em português), que, na quarta-feira, dia 26, chegaram aos quatro postos de controle com a Macedônia. O grupo tem Nikoláy Karáivanov, um Chefe de Operações do Ministério da Defesa da Bulgária, sabendo-se que o dispositivo poderá ser aumentado se houver necessidade[1].

Até o momento, a Bulgária tinha concentrado a sua atenção na fronteira sudeste com a Turquia, enviando mais de mil agentes das Forças de Segurança para reforçar o controle e expandindo a barreira de 30 quilômetros, que foi concluída em abril passado e visa prevenir a entrada de clandestinos. A Ministra Búlgara do Interior, Rumyána Bachvárova, afirmou, no entanto, que o risco de o país enfrentar um fluxo similar ao que está a ocorrer na Macedônia é “… relativamente baixo[2]. “Toda  a gente sabe que as fronteiras búlgaras têm uma vigilância muito apertada[2], sublinhou ela, em entrevista à Rádio Nacional da Bulgária (BNR).

Nesta terça-feira, dia 25 de agosto, a Alemanha afirmou que não irá adotar a Diretriz de Dublin para refugiados de origem síria[2]. De acordo com essa regra, o Estado onde o requerente de asilo entrou pela primeira vez em Território europeu é o responsável pelo refugiado. Pela Diretriz, os países do Bloco podem devolver requerentes para o primeiro Estado europeu por onde eles passaram. A medida alemã flexibiliza essa regra para sírios, permitindo que os requerentes dessa origem permaneçam em Território alemão. A regra pesa, principalmente, sobre os países fronteiriços, como Grécia, Hungria e Itália, que são pontos de entrada de milhares de refugiados na Europa[3]. Na prática, a Diretriz de Dublin era aplicada raramente com requerentes da Síria.

Segundo o site de notícias alemão Spiegel Online[4], de janeiro a julho deste ano (2015), o Governo alemão enviou 131 refugiados de volta ao país no qual eles entraram na Europa. Nos primeiros seis meses de 2015, cerca de 44 mil sírios deram entrada ao pedido de asilo na Alemanha. A Comissão Europeia expressou também a esperança de que o desejo da Alemanha e da França sobre uma Política migratória unificada tenha ressonância em outros Países do bloco.

Na segunda-feira, dia 24, a Chanceler Federal da Alemanha, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, defenderam o estabelecimento de uma Política de Migração Comum para o Bloco, que inclui um sistema comum de asilo, a padronização da lista de países seguros e a distribuição justa de refugiados entre os países-membros da União Europeia.

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Imagem (Fonte):

http://viaranews.com/2015/08/25/%D0%BD%D0%B0%D1%88%D0%B8-%D0%B2%D0%BE%D0%B5%D0%BD%D0%BD%D0%B8-%D1%81%D0%B5-%D1%80%D0%B0%D0%B7%D0%BF%D0%BE%D0%BB%D0%BE%D0%B6%D0%B8%D1%85%D0%B0-%D0%BD%D0%B0-%D0%B3%D1%80%D0%B0%D0%BD%D0%B8%D1%87%D0%BD/http://viaranews.com/2015/08/25/%D0%BD%D0%B0%D1%88%D0%B8-%D0%B2%D0%BE%D0%B5%D0%BD%D0%BD%D0%B8-%D1%81%D0%B5-%D1%80%D0%B0%D0%B7%D0%BF%D0%BE%D0%BB%D0%BE%D0%B6%D0%B8%D1%85%D0%B0-%D0%BD%D0%B0-%D0%B3%D1%80%D0%B0%D0%BD%D0%B8%D1%87%D0%BD/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.monitor.bg/article?id=478284

[2] Ver:

http://syrianrefugees.eu/

[3] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/germany/11821822/Germany-drops-EU-rules-to-allow-in-Syrian-refugees.html

[4] Ver:

http://www.spiegel.de/international/

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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