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Presença militar em Okinawa gera protestos de cidadãos japoneses

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Okinawa é uma província japonesa ao sul do país, que, devido sua posição estratégica entre China, Coreias, Indonésia e Polinésia acabou se tornando uma rota de comércio e recebeu muito interesse Internacional, tanto que, após a Segunda Guerra Mundial, como consequência da Batalha de Okinawa, os Estados Unidos (EUA) passaram a administrá-la por 27 anos, devolvendo-a ao Japão somente em 15 de maio de 1972, mas, ainda assim, deixaram uma forte presença militar no território.

Diante esse histórico, em 28 de maio de 2010, Japão e os EUA formularam um novo acordo, com intuito de manter a base de fuzileiros navais estadunidenses em Okinawa e transferi-la para uma área menos populosa da ilha. O Primeiro-Ministro do Japão na época, Yukio Hatoyama, enfatizou que aquele era um ótimo momento para se formar alianças com os EUA, devido as crescentes tensões na vizinha península coreana. Tal decisão, no entanto, não agradou aos cidadãos japoneses.

Sempre houve protestos por parte dos cidadãos de Okinawa com relação aos militares norte-americanos. Para eles, os oficiais abusam de sua autoridade na ilha, devido a imunidade que detêm por estarem a serviço dos EUA. Há também muitas denúncias a respeito de violência sexual, algo que traumatizou os japoneses em 1995, quando uma menina japonesa foi estuprada por três soldados norte-americanos, causando uma grande indignação.

Mais recentemente, no dia 19 deste mês (junho de 2016), 65 mil cidadãos japoneses foram às ruas de Naha, capital da província, vestidos de preto e mostrando cartazes que diziam “Fora Marinha dos EUA” e “A nossa raiva chegou ao limite!”. A situação ocorreu após o homicídio de uma jovem, cujo corpo foi encontrado no mês passado (maio), tendo como suspeito um funcionário da base norte-americana. Os protestos foram marcados por apelos de mudança de status dos militares, para que estes sejam julgados perante a justiça japonesa, além do pedido de revisão do Acordo de 2010.

No fim de maio passado, em sua visita ao Japão, para uma reunião da Cúpula do G7, o presidente norte-americano Barack Obama prometeu medidas preventivas contra esses delitos causados por militares estadunidenses, assim como um fortalecimento da disciplina das Forças Armadas. Contudo, Takeshi Onaga, Governador de Okinawa, afirmou que essas declarações já não possuem credibilidade, visto que sempre são feitas, mas nada muda.

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Imagem (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Army_Air_Forces_in_Okinawa

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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