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[:pt]Presidente do Estado das Filipinas rompe relações com os EUA e anuncia aliança com a China[:]

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Na quinta-feira da semana retrasada (dia 20), durante um Fórum Econômico que ocorreu na China, o Presidente da República das Filipinas, Rodrigo Duterte, surpreendeu a comunidade internacional ao declarar a suspensão das relações entre Estados Unidos (EUA) e Filipinas. Segundo declarou, a relação que já dura décadas precisa dar um tempo para o crescimento e desenvolvimento econômico e social de seu país, e, para Duterte, é a China que representa tal progresso.

Entre as muitas relações de cooperação bilateral entre ambos os países, a que mais se destaca é o Tratado de Defesa Mutua, acordado em 30 de agosto de 1951, entre Washington e Manila*. Nele, os países se comprometem a realizar exercícios de forma conjunta, além de reforçar o grau de preparação das Forças Armadas das Filipinas por meio de treinamentos militares. O acordo foi feito em resposta às crises e desastres humanitários.

Após a declaração do presidente Duterte, os EUA alegaram não ter recebido nenhuma confirmação, anterior ao comunicado, que modificasse o relacionamento bilateral entre os dois Estados. Dessa forma, segundo pronunciamento de Eric Schultz, funcionário da sala de imprensa da Casa Branca, a Aliança construída ao longo de 70 anos envolve “os laços entre pessoas e uma longa lista de preocupações comuns na área da segurança”. Schultz ainda acrescentou que os EUA continuam sendo o principal parceiro econômico das Filipinas.

Todavia, ainda durante o pronunciamento naquela quinta-feira, Duterte deixou claro seu descontentamento com os EUA, ao declarar, em referência a Washington, que os norte-americanos haviam permanecido em seu país “por interesse próprio”, mas “era chegada a hora de dizer adeus”. Ele refere-se ao fato de que a República das Filipinas se encontra numa posição geográfica de equilíbrio estratégico na Ásia, e acusam os EUA de se apoderarem disso.

A visita de Duterte a Pequim, com mais de 200 empresários que representavam uma nova aliança comercial, também veio a representar uma nova era nas relações entre chineses e filipinos, que se encontravam abaladas devido a disputa dos dois países pelas ilhas do Mar do Sul da China. Porém, o assunto não mostrou ser empecilho na relação futura entre os ambos os Estados.

Além do mais, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o seu país está a favor dos ideais de Duterte, em relação à luta pela proibição das drogas, contra o terrorismo e a criminalidade, além de estar disposto a cooperar neste tema. Outra novidade para as relações entre Filipinas e China foi mencionada ainda no Fórum, quando Duterte apresentou a intenção de formar um “grupo contra os EUA”. Segundo ele: “Eu me realinhei em seu fluxo ideológico e talvez também vá à Rússia conversar com Putin e lhe diga que há três de nós contra o mundo, Filipinas, China e Rússia”.

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* Capital das Filipinas.

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Imagem Duterte Discursando em Campo Aguinaldo” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Presidency_of_Rodrigo_Duterte#/media/File:President_Rodrigo_Duterte_speech_070116.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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