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Presidente ucraniano busca intervenção internacional para resolver conflito no país

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Na última segunda-feira, dia 2 de março, o Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, assinou um requerimento, destinado à Organização das Nações Unidas (ONU) e à União Europeia (UE), solicitando a presença de “tropas internacionais” em território ucraniano com o objetivo de estabelecer “a paz” no país, principalmente em sua porção leste, onde as Forças Armadas nacionais estão combatendo “rebeldes” ucranianos próRússia.

Embora o pedido formal só seja possível após ratificação pelo Parlamento nacional, a ação de Poroshenko visa legitimar sua posição no conflito através de um apoio internacional realizado, principalmente, pela presença da ONU. Concomitantemente a este pedido, o Presidente ucraniano apresentou ao Parlamento de seu país uma proposta de Lei que busca aumentar o número do contingente das Forças Armadas em 68 mil soldados, alcançando um total de 250 mil combatentes[1].

A busca por integrar Forças Internacionais de Manutenção da Paz (International Peacekeepers) nos conflitos do leste ucraniano recebeu duras críticas por parte do atual Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, que afirmou[1], durante um evento da ONU em Genebra (Suíça), que a melhor saída para a resolução de tal conflito consiste na manutenção e fortalecimento do Acordo de Paz de Minsk[2], assinado em 12 de fevereiro (2015), entre a Rússia e a Ucrânia, com mediação da Alemanha e França. A ação de Poroshenko fora “ignorada” pelas lideranças europeias, que não se pronunciaram sobre o ocorrido[3].

De acordo com o último relatório publicado pela ONU[4] sobre a situação no leste ucraniano, o “derramamento de sangue[1] oriundo por este conflito vem diminuindo significativamente nas últimas semanas[1]. Nesta última terça-feira, dia 3, algumas das principais lideranças “ocidentais” se reuniram em vídeo conferência e concordaram na necessidade de fortalecer o Acordo de Paz de Minsk, devido sua importância no cessar fogo entre as partes envolvidas.

De acordo com a Casa Branca[3], participaram da reunião o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama; o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e os Chefes de Governo da Alemanha, França e Reino UnidoAngela Merkel, Francois Hollande e David Cameron, respectivamente. Os líderes políticos ali presentes concordaram que “uma reação maior por parte da comunidade internacional só seria necessária em caso de uma grande violação da implementação[3] do acordo de cessar fogo.

Em entrevista concedida à mídia alemã, Angela Merkel afirmou que as potências “ocidentais” têm como objetivo imediato frear todos os tipos de enfrentamento entre civis e militares no leste ucraniano, onde o cessar fogo já obteve significativo resultado no apaziguamento do conflito com o uso de armas pesadas. Caso o Acordo de Paz de Minsk não seja capaz de por um fim aos confrontos, Merkel afirmou que os “Estados-membros [da UE] e da Comissão Europeia estão preparados para tomar sanções mais duras[5].

No início da semana, os líderes europeus e o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, já haviam acordado que a garantia do cumprimento do Acordo de Paz de Minsk deveria repousar no arcabouço institucional da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE), estabelecida em meados de 1975. De acordo com o relatório da Instituição, publicado no último dia 2 (março), a situação nas regiões de Donetsk e Lugansk, no extremo leste do país, parece “ser relativamente calma, embora tiros e bombardeios distantes foram ouvidos[6].

Dessa maneira, o Acordo de Paz de Minsk, embora não tenha sido capaz de por um fim último aos confrontos no leste ucraniano, obteve considerável sucesso na construção de um apaziguamento gradual da região.

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b3/Vladimir_Putin_at_celebrating_the_70th_anniversary_of_D-Day_(2014-06-06%3B_06).jpeg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.dw.de/ukraine-in-appeal-for-international-peacekeeping-force/a-18289480

[2] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/feb/12/ukraine-crisis-reports-emerge-of-agreement-in-minsk-talks

[3] Ver:

http://www.dw.de/western-leaders-want-strong-reaction-if-major-violation-of-minsk-deal/a-18292027

[4] Ver:

http://www.dw.de/un-more-than-6000-killed-in-ukraine-war/a-18288419

[5] Ver:

http://www.dw.de/ukraine-in-appeal-for-international-peacekeeping-force/a-18289480

[6] Ver:

http://www.osce.org/ukraine-smm/143601

Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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