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[:pt]Primeiras impressões sobre a reação asiática à vitória de Donald Trump[:]

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A vitória de Donald Trump foi considerada uma surpresa nas eleições dos Estados Unidos. No Ocidente, houve muitas comemorações, mas também muito repúdio ao resultado e, não diferente dos ocidentais, os asiáticos também ficaram divididos sobre o líder republicano que assumiu o comando da maior potência do planeta.

No continente asiático, as relações com os Estados Unidos sempre foram repartidas entre bons negócios e desentendimentos diplomáticos. Enquanto muitos analistas questionavam o futuro das relações internacionais, o Presidente da China, Xi Jinping, conversava com astronautas chineses no espaço, mas o Premier japonês, Shinzo Abe, se prontificou em parabenizar o Presidente eleito dos EUA.

Muitos se perguntam se alguns pontos do discurso de campanha serão mantidos, principalmente no que se refere a imigração, algo que afetaria diretamente os asiáticos residentes no país. Ademais, Donald Trump sempre se apresentou contra empresas estadunidenses fechando as portas em seu país e indo para a Ásia, como foi o caso da IBM, indo para a Índia, bem como ao fato de empregos locais estarem sendo ocupados por estrangeiros. O fato é que os EUA são o destino de pessoas de todo o mundo, chineses, indianos e japoneses estão incluídos, sendo muito comum ver empresas, empresários, emigrantes e outros naturais desses países transitando pelas cidades americanas, trazendo a dúvida sobre se a eleição de Trump representará o fim do “sonho americano” para eles. No entanto, nem todos pensam assim.

Com o anúncio da vitória, grupos identificados pelos analistas como de extrema direita celebraram na Índia,  já que Trump foi visto como rei por alguns Hindus Sena, que o entendem como esperança para encerrar o terrorismo no mundo. No Japão, alguns empresários aparentam ser favoráveis à vitória do candidato republicano, pois, para eles, a visão empresarial do futuro Presidente estadunidense facilitará na criação de políticas mais realistas no campo econômico.

Na China, o noticiário seguiu o protocolo, parabenizando-o pela sua vitória, porém o foco foi dado mais na derrota de Hillary Clinton, como forma de adiar uma posição otimista ou pessimista acerca da conquista republicana. Analistas convergem para a posição de que é necessário aguardar, para entender os passos dos líderes chineses em relação ao resultado nos EUA e apenas em 2017 o povo asiático poderá se definir, favorável ou não, em relação ao Presidente que assumirá a Casa Branca.

O que se espera é prosperidade nas relações econômicas e, para os japoneses e sul-coreanos, uma postura forte frente às ameaças da Coreia do Norte, resultando em mais segurança regional para ambos. Na Coreia do Sul, as notícias estão quase sempre atreladas à construção de cenários sobre a posição do governante norte-americano acerca do atual líder norte-coreano, o qual afirmou que não mudará seu Programa Nuclear, independentemente do atual Presidente eleito.

O questionamento está posto no mundo acerca da política de Trump, mas só quando o mesmo mostrar como se relacionará com o Congresso e se seu discurso de campanha realmente será aplicado é que terão respostas as perguntas sobre o grau de estabilidade que o novo Estados Unidos trará nas relações internacionais.

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ImagemDonald Trump 45o Presidente dos Estados Unidos” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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