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Primeiro-ministro canadense condena violência contra mulheres no México

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De acordo com o Jornal Reuters, na última sexta-feira (dia 13 de outubro), o Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu aos parlamentares mexicanos que se esforçassem mais para viabilizar melhores condições de vida às mulheres, reduzindo o alto índice de violência feminina, intensificando o combate ao crime organizado e aos abusos contra os direitos humanos.

Justin Trudeau, Primeiro-Ministro do Canadá, fala no Senado da República, na Cidade do México

A iniciativa de Trudeau foi desencadeada pelo seu contato com organizações de direitos humanos que lhe informaram sobre a violência e os desafios enfrentados por muitas mulheres do país, durante sua visita à capital mexicana, em meio a negociações para salvar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).

Em seu discurso no Senado mexicano, Trudeau enfatizou aos legisladores que os relatos colhidos por esses grupos sobre o tratamento das mulheres eram “inaceitáveis” e exigiam a atenção dos representantes políticos sobre a desigualdade de gênero. Tema que, segundo ele, deveria ser abordado em um NAFTA atualizado.

O discurso de Trudeau serviu como repreensão ao fracasso da política anti-drogas desempenhada pelo Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. A violência contra as mulheres, no México, aumentou dramaticamente desde que a administração anterior declarou guerra ao tráfico de drogas, há cerca de uma década.

Após os comentários do canadense, Peña Nieto, em nota, declarou que seu país e o Canadá compartilham valores comuns e que certamente a igualdade de gênero e a promoção dos direitos das mulheres são indispensáveis.

De acordo com o National Citizen Observatory of Femicide (OCNF), que usa estatísticas governamentais, durante o ano de 2016, 2.735 mulheres foram assassinadas no México, superando o índice de 2.383 mortes, em 2015.

Manifestantes marcham em protesto contra os altos índices de feminicídios e contra o assassinato da estudante Mara Castilla, em 17 de setembro de 2017, na capital mexicana

Segundo a UN Women, uma das organizações das Nações Unidas, o México tomou medidas nos últimos anos para melhorar a igualdade de gênero, mas tem lutado para implementar e fazer cumprir seus próprios regulamentos.

Durante sua estada na Cidade do México, Trudeau e sua esposa participaram de discussões em mesa redonda com organizações não governamentais para discutir a violência contra as mulheres, os direitos humanos, a liberdade de expressão, bem como os riscos enfrentados por jornalistas e ativistas.

Embora o Primeiro-ministro não tenha dado detalhes sobre como o NAFTA poderia proteger os direitos femininos, assegurou que o Canadá apoia a inclusão mais ampla de mulheres na economia mundial, pois, segundo ele, o sucesso de qualquer sociedade depende da participação plena delas em toda a vida social, econômica e política.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Justin Trudeau, PrimeiroMinistro canadense (direita), e Enrique Pena Nieto, Presidente mexicano, caminham no Salão de Honra no Parlamento Hill antes da Cúpula dos Líderes da América do Norte em Ottawa, Ontário, Canadá” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/543423244

Imagem 2Justin Trudeau, PrimeiroMinistro do Canadá, fala no Senado da República, na Cidade do México” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/860990270

Imagem 3Manifestantes marcham em protesto contra os altos índices de feminicídios e contra o assassinato da estudante Mara Castilla, em 17 de setembro de 2017, na capital mexicana” (Fonte):

http://www.gettyimages.com/license/848569426

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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