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Principais anomalias climáticas em 2012: mudanças climáticas afetam a umidade mundial

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As pesquisadoras Susan Osborne e Rebecca Lindsey, ambas da “Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos” (em inglês: “National Oceanic and Atmospheric Administration” – NOAA), recentemente publicaram um documento que trata sobre a umidade média global, que, segundo o estudo, tem sido afetada em decorrência do aumento da temperatura da superfície da Terra e das mudanças climáticas.

De acordo com o estudo, a umidade específica média global em 2012 sobre a terra e os oceanos foi maior do que a média global de longo prazo, similar a 2011, mas sem estabelecer ainda novo recorde.  Apesar disso, observou-se bolsões de ar seco sobre os “Estados Unidos”, no interior leste da África, no Brasil e na Austrália. Para a maioria dos oceanos, a umidade específica em 2012 permaneceu a mesma que a observada em 2011.

Mapa:  Umidade específica em 2012, em comparação com a média 1981-2010. Em azul: locais que eram mais úmidos do que a média, incluindo o leste dos EUA e Canadá, o Sahel na “África Ocidental” e “Sudeste Asiático”. Em marrom: lugares com menor umidade do que a média, incluindo a região central e oeste dos EUA, o Brasil, o Sahel oriental, e grande parte da Austrália. Fonte: NOAA, “Dan Pisut”, “Environmental Visualization Lab”.

Mapa: Umidade específica em 2012, em comparação com a média 1981-2010. Em azul: locais que eram mais úmidos do que a média, incluindo o leste dos EUA e Canadá, o Sahel na “África Ocidental” e “Sudeste Asiático”. Em marrom: lugares com menor umidade do que a média, incluindo a região central e oeste dos EUA, o Brasil, o Sahel oriental, e grande parte da Austrália. Fonte: NOAA, “Dan Pisut”, “Environmental Visualization Lab”.

Apesar de a umidade específica variar muito ao longo dos anos, cientistas mediram um aumento significativo na umidade específica sobre a superfície da Terra, o que é consistente com a tendência de aquecimento de longo prazo na temperatura média da superfície do Planeta. Desde 1973, segundo o estudo, a umidade tem aumentado cerca de 0,1 gramas de vapor d’água por quilograma de ar por década.  O estudo também aponta outras anomalias observadas no mundo, tais como furacões, enchentes e outros.

mapa2

O que é preocupante no resultado do estudo é observar que estes bolsões de ar seco estão posicionados em áreas como a Amazônia, maior produtora de água fresca em forma de precipitação no mundo, e principal responsável pela umidade/chuvas em toda a América do Sul.  Com esses bolsões de ar seco, o agronegócio mundial pode ser drasticamente afetado, resultando no aumento dos preços dos produtos e um problema para a segurança alimentar mundial

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Imagens (Fontes):

Mapa 1:

https://www.climate.gov/sites/default/files/spechumidityanom_ERA_2012_lrg.jpg

Mapa 2:

https://www.ncdc.noaa.gov/sotc/service/global/extremes/201213.gif

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Fontes consultadas:

Ver:

Willett, K. M., D. I. Berry, and A. Simmons: 2013: [Hydrological cycle] Surface humidity [in “State of the Climate in 2012”]. Bull. Amer. Meteor. Soc., 94 (8), S11–S12.

Ver:

Willett, K. M., et al.  (2013). HadISDH: an updateable land surface specific humidity product for climate monitoring. Climate of the Past, 9(2), 657–677. doi:10.5194/cp-9-657-2013

Ver:

Simmons, A. J., K. M. Willett, P. D. Jones, P. W. Thorne, and D. P. Dee, 2010: Low-frequency variations in surface atmospheric humidity, temperature and precipitation: Inferences from re-analyses and monthly gridded observational datasets. J. Geophys. Res., 115, D01110, doi:10.1029/2009JD012442.

Ver:

http://news.nationalgeographic.com/news/2009/12/091217-amazon-flying-rivers-climate/

Ver:

http://www.wmo.int/pages/mediacentre/press_releases/documents/966_WMOstatement.pdf

 

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Bernhard Javier Lago Smid - Colaborador Voluntário Sênior

Doutor pela ESC Rennes (França), possui Mestrado em Negócios Internacionais pela Munich Business School (Alemanha) e MBA em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas (Brasil). Atualmente, é Diretor Executivo do Instituto de Capital Natural da Amazônia – ICNA, uma ONG com sede em Manaus (Brasil), que atua em questões relacionadas ao meio ambiente e ao clima (silvicultura, REDD+, pagamento por serviços ecossistêmicos, análise de políticas e assuntos governamentais). Através do ICNA, Bernhard compõe o CCT sobre Salvaguardas de REDD, estabelecido pelo Ministério do Meio Ambiente. Além de seu trabalho no ICNA, é relevante mencionar seu envolvimento com a empresa Matchmaking Brazil, que presta consultoria e apoio em gestão empresarial, gestão da qualidade, comércio exterior e promoção de comércio internacional. Adicionalmente, é associado sênior e membro da comissão de relações de mercado na Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (ABRIG) e Membro do Conselho Diretor da Climate Markets & Investment Association (CMIA), com sede em Oxford – UK. Adicionalmente, ele participa frequentemente de vários treinamentos e workshops sobre agronegócios e mudanças climáticas, incluindo o treinamento oferecido pela International Carbon Action Partnership – ICAP, Alemanha, para Líderes de Países Emergentes e em Desenvolvimento; a Summer School sobre mudanças climáticas e a adaptação de cidades e áreas metropolitanas (Havencity University de Hamburgo, Alemanha); e o curso técnico em agronegócios (CNA / SENAR).Viajar e aprender novas culturas são a paixão de Bernhard, que já teve a oportunidade de viajar por prazer e trabalhar para um grande número de países. É fluente em português, inglês, espanhol e alemão. Outros detalhes estão disponíveis no Linkedin: http://www.linkedin.com/in/bsmid

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