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Projeto da FAO sobre a água residual em Cabo Verde

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Ao final do mês de junho, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Ministério da Agricultura e Ambiente cabo-verdiano assinaram o Protocolo de Cooperação Técnica para a realização de um projeto piloto acerca da utilização de águas residuais na agricultura e silvicultura. A primeira experiência com esse modelo de projeto em Cabo Verde será alocada nos municípios de Tarrafal de Santiago e São Vicente. O investimento inicial da FAO para a efetivação da cooperação será de 350 mil euros.

Mapa de Cabo Verde

O objetivo da cooperação é estabelecer meios de ampliar a oferta de água e, consequentemente, auxiliar no desenvolvimento socioeconômico. A utilização de águas residuais é resultado do tratamento de água oriunda das atividades humanas, e está relacionada a escassez de água doce no arquipélago. Tal aspecto decorre da baixa precipitação e do clima semiárido do país, apresentando-se como um incentivo para a busca de meios alternativos para ampliar a produtividade do setor agrário.

A iniciativa para a realização dos projetos partiu da demanda do Governo cabo-verdiano visando a cooperação voltada à absorção de conhecimento e criação de mecanismos para utilização das águas residuais, com segurança e adaptada à realidade e necessidade do país. O Ministro da Agricultura e Ambiente cabo-verdiano, Gilberto Silva, evidencia que, além das políticas que devem ser adotadas em Cabo Verde, quanto a gestão da água também devem ser incluídos meios de reutilização do recurso natural. Em adendo, ainda mencionou o caso de Israel e seu sistema de reaproveitamento de água como um exemplo nesse segmento.

Logo da FAO

Por sua vez, o representante da FAO no país, Rémi Nono Womdim, destacou que o projeto, além de ser uma forma de aproveitamento de recursos, é valioso para o desenvolvimento e ainda é pouco explorado. Complementarmente, a prática do reaproveitamento também impacta na segurança alimentar e na manutenção do meio ambiente, ao apresentar-se como uma forma de barreira para o processo de desertificação.

A FAO possui experiência quanto a criação de projetos voltados à utilização da água na agricultura e tem incentivado formas de gestão hídrica no âmbito regional e nacional. Do mesmo modo, a busca pelo reflorestamento e utilização alternativa dos recursos naturais também é desenvolvido em países como Egito, Marrocos, Tunísia, Argélia, que apresentam, assim como Cabo Verde, o processo de desertificação. Observa-se que, juntamente com a busca pelo desenvolvimento da agricultura e silvicultura, tal iniciativa também passa pelo diálogo internacional quanto a escassez de água e seus agravantes, e tal questão é abordada pelo sexto Objetivo para o Desenvolvimento Sustentável, que visa a melhoria no saneamento, tratamento e gestão dos recursos hídricos em âmbito global. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plantação” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c8/Ridging_potato_rows_on_Denton_Fen_-_geograph.org.uk_-_1360786.jpg

Imagem 2 Mapa de Cabe Verde” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Cape_Verde__Location_Map_%282013%29_-_CPV_-_UNOCHA.svg/280pxCape_Verde__Location_Map_%282013%29_-_CPV__UNOCHA.svg.png

Imagem 3 Logo da FAO” (Fonte):

http://www.fao.org/uploads/pics/FAO_logo_Blue_3lines_en_01.jpg

Lauriane Aguirre - Colaboradora Voluntária

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Dentre as áreas de interesse encontram-se Cooperação Técnica Internacional e Segurança Internacional. Como colaboradora do CEIRI Newspaper escreve sobre o continente africano, mas especificamente os países de língua portuguesa.

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