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Próximo das eleições legislativas, Governo iraniano passa à negociação com a AIEA, dentro de sua estratégia de ganhar tempo

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Após o anúncio feito pela “União Européia” acerca da aplicação unilateral de sanções contra o Irã, com a proposta de boicotar a importação de petróleo totalmente a partir de 1o de julho deste ano (2012), o governo Ahamdinejad  reagiu.

 

Declarou que dentro em breve responderá de forma ríspida contra a decisão dos europeus, encerrando imediatamente o fornecimento de petróleo à Europa e ameaçando mais uma vez que fechará o “Estreito de Ormuz”. No entanto, a decisão sobre o corte de fornecimento que estava prevista para ser tomada ontem, domingo, dia 29 de janeiro, foi adiada inicialmente para até sexta-feira, dia 3 de fevereiro.

Ao que tudo indica, as movimentações ocorridas ao longo dos últimos dias da semana passada apresentaram novos fatores, fazendo emergir manobras necessárias para os persas, dentro da estratégia de Teerã de ganhar tempo rumo ao domínio do “Ciclo Nuclear”.

Os Europeus foram seguidos pelos australianos que anunciaram também um embargo petroleiro contra o Irã, em parceria com a Europa.  Oministro das “Relações Exteriores” da Austrália, Kevin Rudd, em entrevista coletiva dada juntamente com William Hague, ministro das “Relações Exteriores” britânico, declarou que “Não apenas aprovamos a ação tomada em Bruxelas para a Europa. Nós, é claro, vamos fazer o mesmo para a Austrália. (…). A razão é muito clara. É preciso enviar uma mensagem ao povo do Irã, às elites políticas do Irã e ao governo do Irã de que sua conduta é globalmente inaceitável”*. Ambas as decisões foram comemoradas pelos EUA e Israel, mas continuam recebendo cada vez mais contraposições da Rússia e da China, que não desejam ver estourar outra guerra nas suas portas ao sul, nem perder o controle e protagonismo da situação.

Com relação a ameaça de fechar o “Estreito de Ormuz” (“pivot geoeconômico” e “pino geoestratégico”**) as grandes potências deram como réplicas os movimentos de naves de guerra estadunidenses, acompanhadas de embarcações britânica e francesa, mas, principalmente, responderam com a disposição dos EUA em estabelecer uma grande “Base Militar Marítima”*** na região, com previsão de estar pronta por volta de maio, ou junho, visando acompanhar todos os focos de tensão e ameaças aos interesses estadunidenses e ocidentais, bem como atender à segurança regional.

Além disso, os norte-americanos estão demonstrando estar se preparando para entrar em uma guerra de desfecho rápido no objetivo de encerrar o “Projeto Nuclear do Irã”, ao ponto de ser disseminado na mídia estadunidense (“The Wall Street Journal”)**** o desenvolvimento de uma bomba convencional superior a mais poderosa existente  no seu arsenal (a Massive Ordnance Penetratro” – MOP, em inglês, de 13,5 toneladas) para ser capaz de penetrar nos bunkers iranianos encravados em montanhas.

O anúncio pode constituir-se de um elemento de “guerra psicológica”, pois sabe-se que a própria MOP é capaz de produzir os danos necessários, dependendo de fatores geológicas específicos que poderiam interferir no seu correto desempenho, apesar de o secretário de Defesados EUA, Leon Panetta, ter admitido que ela era insuficiente contra os bunkers instalados em grande profundidade e declarado estar “confiante, francamente, que nós (os norte-americanos) teremos esta capacidade (de apresentar uma nova bomba) e teremos em breve”****

A decisão européia começa também a ser questionada em sua eficácia, havendo opiniões de que a Europa pode ser a principal prejudicada no caso de as relações comerciais serem encerradas, pois dificilmente conseguirá substituir o fornecimento do Irã rapidamente. Além disso, causará um aumento considerável no preço do Barril no mercado mundial, podendo ainda correr o risco de se ver  pagando valor muito mais caro pelo mesmo petróleo no mercado negro (tal qual foi apontando por autoridades iranianas e alguns analistas)***** para dar conta de suportar o fornecimento energético necessário, já que o continente não dispõe de recursos para fazer investimentos em parcerias e obter resultados em médio prazo, substituindo os iranianos.

Os fatores favoráveis ao aumento da tensão e possível eclosão do conflito estão postos, destacando-se a decisão do Irã em enrijecer contra a Europa, mas, como tem sido apontado por analistas e estadistas antiiranianos, este não é  melhor cenário dentro de sua perspectiva. A desproporção de forças é gigantesca e o cenário do caos  internacional, apesar de estar no horizonte estratégico iraniano, não se formula como um fim em si, mas como instrumento de dissuasão e, no limite, como medida de desespero final de um regime em queda e com grau de fanatismo difícil de ser mensurado pela lente dos ocidentais.

O objetivo, como tem sido apontado por vário analistas, estadistas e em várias análises publicadas em site do CEIRI(“www.ceirinewspaper.com.br”), é obter o domínio do ciclo nuclear para desenvolver o armamento que lhe dará poder de barganha. Ao menos é nisto que acreditam os mandatários persas.

Diante deste quadro, em que ganhar tempo é essencial, o governo necessita frear as grandes potências e garantir elementos de coesão interna dificultando quaisquer ações contra seu território pelo domínio da massa iraniana, especialmente neste momento próximo das eleições legislativas que ocorrerão no país, em março próximo.

Apesar das declarações de autoridades iranianas de que iriam reagir aos europeus imediatamente nesta semana, aprovando ontem, dia 29 de janeiro, uma Lei no Parlamento para cancelar o fornecimento de petróleo aos europeus imediatamente, verificou-se que a melhor decisão seria aguardar o momento certo, aproveitando o anúncio anterior das autoridades de que a resposta viria no dia 11 de fevereiro.

Analistas começam a apontar que a razão para a espera se apresentou com  a visita dos inspetores da AIEA que chegaram ao país no final de semana (domingo) e ficarão até o dia 31 de janeiro, terça-feira.

Ela é composta por seis especialistas liderados por Herman Nackaerts, que visitarão as instalações mais importantes e dialogarão com os iranianos sobre o seu “Programa Nuclear”. Não se acredita que conseguirão ter acesso às usinas onde há maior investimento para enriquecimento de urânio, justamente aquelas que as grandes potências desejam destruir, como a subterrânea em Fordo, perto da cidade sagrada de Qom, visando evitar os ataques aéreos ameaçados por norte-americanos e israelenses, onde no início do mês começou o enriquecimento a 20%.

No sábado Nackaerts havia declarado “Esperamos que o Irã se envolva conosco em nossas preocupações em relação à possível dimensão militar do programa (nuclear). (…). Estamos tentando seguir as resoluções da Junta (de Governadores da AIEA) e tentando resolver todos os assuntos pendentes”******.

Presidente, Mahmoud Ahmdinejad, já havia anunciado que deseja a retomada da conversações e usou desta iniciativa para acusar os ocidentais de que estes estavam recusando o diálogo para reprimir o Irã, ou seja, está jogando a culpa do entrave para as grandes potências.

Em discurso realizado na quinta-feira, dia 26 de janeiro, afirmou: “É você que inventa desculpas a todo o momento e emite resoluções de véspera como uma forma de frustrar as negociações, (…). Por que deveríamos evitar o diálogo? Por que e como alguém que tem lógica e está certo evitaria negociações? É evidente que aqueles que recorrem à coerção se opõem a negociações e sempre trazem pretextos e nos culpa”*******.

Complementarmente a esta investida argumentativa certamente afirmará que nas negociações anteriores, quando houve travamento, isto se deveu ao fato de que os iranianos desejaram incluir questões de segurança regional e internacional no processo, algo recusado pelo Ocidente. Mas conforme disseminado na mídia enquanto se dava o debate entre as partes, isso se deu porque os ocidentais perceberam o jogo retórico de Teerã, já que no seu argumento estava incluído o “Problema Palestino”, a presença de Israel, o “desarmamento nuclear” em nível global, o Iraque, problemas com a  Arábia Saudita, dentre outras questões que não tinham relação direta com o problema e foram colocadas para evitar uma conclusão sobre o foco principal.

A situação para os iranianos se apresenta de forma adequada: (1) O Governo declara estar aberto à retomada da negociação internacional; (2) ganha mais tempo para poder decidir se respondem aos europeus com pressão; (3) também ganha tempo com negociações que parte significativa dos observadores acredita não trazer resultados produtivos; (4) estimula a defesa de seus aliados Rússia e China com o discurso da retomada dos diálogos e (5) usa da situação para construir discurso voltado ao consumo interno de sua população que tenderá a se posicionar pró-regime caso este trabalhe de forma adequada as informações e construa no imaginário coletivo a imagem de que é vítima do batido conceito de “imperialismo americano”.

Complementarmente, o controle da informação no país está auxiliando a propaganda interna. Está sendo divulgado pela mídia internacional que o governo do país está perseguindo jornalistas e condenando blogueiros à morte. Os EUA estão acompanhando os casos e divulgando para tornar público a forma de agir do Regime.

A porta-voz do “Departamento de Estado” norte-americano, Victoria Nuland, declarou: “Estamos profundamente preocupados com o alarmante aumento dos esforços do regime iraniano para extinguir todas as formas de livre expressão e limitar o acesso à informação de seus cidadãos no período prévio às eleições parlamentares. (…), detiveram quatro jornalistas: Shahram Manouchehri, Sahamedin Bourghani, Parastoo Dokouhaki e Marzieh Rasouli”********. Com relação aos blogueiros Saeed Malekpour e Vahid Asghari, afirmou: “não tiveram acesso a um devido processo e que agora enfrentam uma execução iminente sob acusações de ‘disseminar corrupção’”********.

Complementou a declaração mostrando que os EUA já estão atentos para as eleições de março, declarando que: “A comunidade internacional expressou repetidamente suas preocupações sobre o histórico de direitos humanos do Irã, pedindo-lhe que cumpra seu compromisso de proteger os direitos de todos seus cidadãos e respeitem a legalidade, inclusive o desenvolvimento de um processo eleitoral transparente, que permita aos cidadãos fazer com que suas vozes sejam ouvidas. (…). Pedimos aos funcionários iranianos que respondam a esses pedidos, cooperem com o enviado especial da ONU (para os direitos humanos no Irã), Ahmed Shaheed, e permitam-lhe entrar no Irã para realizar seu trabalho”********.

Os analistas apontam que a situação se coloca em torno de três eixos: (1) o resultado da visita da missão da AIEA; (2) a resposta que dará o governo do Irã à Europa até o dia 11 e (3) os resultados das eleições legislativas no país.

Não se acredita que haverá avanços na visita da AIEA, nem que o Irã arriscará fechar o “Estreito de Ormuz”, podendo ainda adiar novamente a decisão sobre a Europa, mesmo porque a primeira declaração é de que responderia no dia 11 de fevereiro.

É provável que todos estejam esperando os resultados das eleições em março, usando das últimas informações que virão sobre o avanço do “Programa Nuclear” para decidir quando ocorrerá o ato desafiador final e de quem virá.

Para os ocidentais, o processo eleitoral, se carregado de violência e falta de liberdade dará o respaldo necessário perante o mundo para confrontar um Regime tirânico que não tem apoio interno e está próximo do “Controle do Ciclo Nuclear”.

Para os iranianos, se conseguirem um percentual significativo de apoio nas urnas (mesmo com os abusos, fraudes etc.)  manterão a postura confrontadora e responderão rapidamente a qualquer investida, arriscando um pouco mais nas ameaças que estão fazendo. De qualquer forma, o primeiro passo deste novo capítulo da novela se dará nesta semana, após a visita da AIEA.

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Fontes:
* Ver:
http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/25/australia-impoe-sancoes-ao-ira
** Utilizando de forma livre as idéias e expressões criadas e adotadas por Halford Mackinder e Zbigniew Kazimierz Brzezinski, 
respectivamente. O primeiro foi um geógrafo e geopolítico inglês que é considerado pelos especialistas como um dos sistematizadores
da Geopolítica. Em 1904, escreveu um artigo intitulado “The Geographical Pivot of History”, no qual desenvolveu a
 “Teoria Geopolítica do Poder Terrestre,” adotando o conceito de Heartland, sendo esta uma das principais teorias a orientar
 às formulações de políticas externas das grandes potências mundiais ao longo do século XX, formando vários
discípulos em relações internacionais.
O Segundo, foi um cientista político, geopolítico, assessor político norte-americano (por naturalização, pois nasceu em Varsóvia, Polônia)
e “Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos” no governo de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981.
Como intelectual desenvolveu também teorias geopolíticas que nortearam uma concepção estratégica de confronto entre EUA e URSS.
Vários especialistas consideram-no um dos discípulos de Halford Mackinder.
*** Ver:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5581995-EI8141,00-EUA+terao+base+militar+maritima+no+Oriente+Medio+diz+jornal.html
**** Ver:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5582355-EI8141,00-Pentagono+quer+bomba+mais+poderosa+contra+o+Ira+diz+jornal.html
***** Ver:
http://correiodobrasil.com.br/pepe-escobar-embargo-a-volta-do-chicote-no-lombo-de-quem-bateu/365528/ ****** Ver:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5583111-EI308,00-Missao+da+AIEA+chega+ao+Ira+para+inspecionar+instalacoes+nucleares.html 
Ver também:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira-recebera-agencia-que-pretende-verificar-armas-atomicas/n1597603408854.html
Ver também:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5582078-EI294,00-AIEA+envia+inspetores+ao+Ira+para+verificar+pesquisas+em+armas+atomicas.html 
******* Ver:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/ira-esta-pronto-para-negociacoes-nucleares-diz-ahmadinejad/n1597599593324.html
******** Ver:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5580009-EI8141,00-EUA+Ira+tenta+afogar+liberdade+de+expressao+antes+de+eleicoes.html 
----
Ver também:
http://portuguese.cri.cn/561/2012/01/28/1s145368.htm
Ver também:
http://economia.ig.com.br/sancoes-ao-petroleo-do-ira-afetarao-empresas-europeias/n1597604078276.html
Ver também:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/01/ira-diz-que-embargo-de-importacao-de-petroleo-prejudicara-europa.html
Ver também:
http://www.dgabc.com.br/News/5938878/ira-debatera-suspensao-imediata-de-petroleo-a-ue.aspx
Ver também:
http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/4473/Uniao-Europeia-anuncia-embargo-ao-petroleo-do-Ira Ver também:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,londres-diz-que-nao-quer-confronto-com-ira,826721,0.htm
Ver também:
http://www.dci.com.br/Ban-Ki-moon-cobra-do-Ira-cumprimento-das-relacoes-da-ONU-sobre-programa-nuclear-2-408195.html
Ver também:
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2325786-petroleo+fecha+com+sinais+opostos+entre+pib+dos+eua+ameaca
Ver também:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1038253-potencias-exigem-fim-de-programa-nuclear-do-ira-pais-reage-a-sancoes.shtml
Ver também:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5580578-EI308,00-Israel+nao+enfrentar+programa+nuclear+do+Ira+pode+custar+vidas.html
Ver também (VÍDEO):
http://www.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=7&t=Ban-Ki-moon-pede-a-Ahmadinejad-clarificacao-sobre-o-nuclear.rtp&article=522337
Ver também:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5578495-EI308,00-Ira+nao+sera+afetado+por+sancoes+ocidentais+diz+Ahmadinejad.html
Ver também:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5578437-EI294,00-Sancoes+da+UE+contra+Ira+nao+sao+construtivas+diz+China.html
Ver também:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5578859-EI308,00-Otan+pede+que+Ira+interrompa+enriquecimento+de+uranio.html
Ver também:
http://www.dgabc.com.br/News/5938939/ira-nao-decide-se-suspendera-petroleo-para-ue.aspx
Ver também:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-pode-proibir-exportacao-de-petroleo-para-europeus-semana-que-vem,827918,0.htm
Ver também:
http://www.dgabc.com.br/News/5938939/ira-nao-decide-se-suspendera-petroleo-para-ue.aspx
Ver também:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=174092
Ver também:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ahmadinejad-diz-que-ue-saira-perdendo-com-sancoes-contra-ira,827571,0.htm
Ver também:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1041037-sem-decisao-ira-diz-que-vetara-exportacao-de-petroleo-em-breve.shtml
Ver também:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,ira-nao-decide-se-suspendera-venda-de-petroleo-para-ue,100963,0.htm
Ver também:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,especialistas-poem-em-duvida-eficacia--de-sancoes-,828646,0.htm
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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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