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Por muito tempo, chineses e russos mantêm um bom relacionamento político, cujo retrospecto positivo deixa o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, confiante na cooperação integral entre os dois países, razão pela qual estão trabalhando para expandir essas relações também nos campos socioeconômico e militar, além de outros segmentos do político. Em entrevista concedida à imprensa chinesa, o presidente Putin comentou sobre vários temas envolvendo desde aspectos da economia, como disputas territoriais que Beijing mantém com seus vizinhos.

Acerca do Mar do Sul da China, onde há contencioso territorial com outras nações asiáticas, o Presidente russo fez declarações favoráveis aos aliados chineses, deixando claro que a tensão na região teve início com interferências estrangeiras que alteraram as fronteiras no continente, antes e no pós-II Grande Gerra (1939-45).

Tais declarações agradaram os líderes da China. A Porta-Voz da Chancelaria chinesa, Hua Chunying, em estímulo a situação favorável e mostrando como os trabalhos diplomáticos estão sendo feitos no sentido de produzir ações conjuntas pelos dois países, afirmou, antecedendo resposta a quaisquer lembranças sobre desavenças ocorridas, que chineses e russos nem sempre irão acertar em alguns pontos, mas discordâncias em temas específicos, principalmente econômicos, não afetam suas relações.

Ressalte-se que os elogios do líder russo para seus vizinhos chineses se dá em um bom momento. Rússia e China estão negociando uma cooperação bilateral nuclear, de alta tecnologia e acerca de seus espaços aéreos.

Também está em jogo a construção de mais de 770 quilômetros de uma linha ferroviária para trens-bala ligando os dois países, um projeto sino-russo que trará vantagens no turismo e comércio para ambos. “É provável que o projeto apenas seja o início de uma cooperação massiva entre os dois países na construção de infraestrutura”*, informou Putin ao presidente da Xinhua, Cai Mingzhao, em entrevista concedida em São Petersburg.

Declarou ainda na entrevista: “Consideramos um ao outro como parceiros próximos, por isso, naturalmente, escutamos sempre a voz do outro e cuidamos dos interesses do outro. (…). Nossa cooperação nas áreas culturais é igualmente importante”*.

Com esta última declaração, Putin demonstra que o processo de aproximação tem de ser recoberto com o entendimento das peculiaridades de cada povo, algo feito pelo envolvimento cultural,  para produzir um espaço sólido de contato para os dois povos, além dos atos entre os governos. Putin viajará para a China neste final de semana e espera consolidar projetos em andamento e propor novas cooperações entre Moscou e Beijing.

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Imagem (FonteXinhua):

http://news.xinhuanet.com/english/photo/2016-06/23/c_135460835.htm

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Notas e Links de Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:

* Radio CRI Online:

[1] Entrevista completa na Xinhua News Agency (Em Espanhol):

http://spanish.xinhuanet.com/2016-06/23/c_135460494.htm

[2] Em Português:

http://portuguese.cri.cn/1721/2016/06/23/1s217694.htm

[3] Em Inglês:

http://news.xinhuanet.com/english/photo/2016-06/23/c_135460835.htm

Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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