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[:pt]A recente escalada das tensões diplomáticas entre Sérvia e Croácia[:]

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A última nota formal endereçada ao Governo croata, feita no final de julho (2016) pelo Ministro das Relações Exteriores da Sérvia, Ivica Dacic, contestando a beatificação de Alojzjie Stepanac, é somente uma das hostilidades na esfera diplomática que Sérvia e Croácia vêm protagonizando nos últimos meses. As tensões entre os dois países, contemporaneamente, remetem ao período da Segunda Guerra Mundial, em que o Estado croata foi conquistado pelas forças do Terceiro Reich e acabou por invadir áreas sérvias – por consequência, aplicou as políticas fascistas do regime de Adolf Hitler. A nota em questão contesta o processo da Igreja Católica Apostólica Romana e alega que a beatificação do religioso seria a “reabilitação do fascismo do NDH (Estado Indepentente da Croácia)”.

Miro Kovac, Ministro das Relações Exteriores e para Assuntos Europeus do Governo da Croácia, afirmou que a tentativa sérvia era “uma maneira barata de desestabilizar a Croácia em um momento delicado, quando o Parlamento foi dissolvido antes da comemoração da operação Storm”. Tal operação ocorreu durante a Guerra de Independência da Croácia (1991 – 1995), consistindo em controversos ataques contra minorias sérvias no país, que acarretaram vários deslocamentos involuntários e inúmeras vítimas civis. Adicionando, Kovac afirma que o vocabulário da nota “relembra Slobodan Milosevic e as perspectivas da Grande Sérvia*”.

As farpas trocadas entre os dois Estados podem retardar as perspectivas sérvias de um futuro acesso à União Europeia como Estado-membro, tratativas que vêm ocorrendo desde 2013. Recentemente, a Croácia participou de encontros para a deliberação de possíveis modificações nas instituições sérvias, visando efetivar adequações ao acquis da UE. Alguns desentendimentos entre os dois países ocorreram também em 2015, durante negociações sobre a crise dos refugiados, com o fechamento de fronteiras e represálias. Conforme cada país lidava com a crise, evidenciaram-se as tensões latentes na região do sul europeu, que demonstram estarem longe de serem solucionadas sem um intenso diálogo.

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* Projeto de expansão do Estado Sérvio na década de 1990, reavivando ideais nacionalistas que são somados por toda a história do povo sérvio, rogando aquilo que historicamente seria pertencente a eles.

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Imagem (Fonte):

http://1389blog.com/pix/serb-and-croat-flags.jpg

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Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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