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À medida que passam os meses, a tensão geopolítica na região Báltica continua a receber novos elementos e, desta vez, emerge o plano da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de instalar agrupamentos militares em alguns Estados-chave do Leste Europeu. Dentre os países receptadores sobressai-se a Estônia, que abrigará um destacamento multinacional de 6.000 soldados com a intenção de conter possíveis ataques russos contra os países Bálticos.

A liderança da tropa caberá ao Reino Unido e a legitimidade da ação preventiva poderá ter compreensão mais estreita a partir do fundamento exposto no Artigo 5o do Tratado Constitutivo da OTAN, cujo teor abrange a unidade de todos os membros da instituição na hipótese de ataque a qualquer dos seus. Sob esta perspectiva, o Governo dinamarquês anunciou seu apoio ao afirmar disponibilidade de enviar 150 soldados para a reforçar a força de coalizão no território estoniano.

A decisão final terá divulgação em breve, após a Reunião da OTAN, em Varsóvia, Polônia, que acontecerá em julho. Todavia, o Ministro da Defesa dinamarquês, Peter Christensen, já declarou: Eu vejo que a Dinamarca vai contribuir solidariamente com a presença da OTAN na iniciativa de deslocamento para um dos países Bálticos. Como a Dinamarca contribuirá ainda não está claro. Isso depende das futuras decisões da OTAN. E o Secretário-Geral da Aliança militar, Jens Stoltenberg, afirmou: Posso confirmar que estamos a discutir uma proposta de comando estratégico de ter um batalhão multinacional em alguns dos países do Leste, incluindo os países Bálticos.

Dentro do prisma de custo-benefício, os analistas compreendem que Copenhague obteria lucro político ao contribuir com militares, em Tallinn, visto que aumentaria seu prestígio perante o Bloco e seus aliados, logo, é possível mencionar que um dos objetivos dos dinamarqueses na questão é realçar o próprio interesse manifesto em duas perspectivas: a reciprocidade defensiva da OTAN e a satisfação de seu soft power. A primeira visão indicaria uma baixa capacidade de defesa, enquanto a segunda visão poderia ser alvo de questionamento no tangente ao pequeno contingente que o país Escandinavo ofereceu.

No tocante a Estônia, entende-se que prevalece a lógica da quantidade, ou seja, quanto maior for o apoio externo da instituição, seja no âmbito militar, seja no discursivo, melhor será para o país, pois o mesmo possui quantitativo pequeno de Forças Armadas e encontra-se em posição geoestratégica desfavorável por ser vizinho da Rússia. Entretanto, para o historiador russo, Sergej Sukhankin, as medidas de avanço da OTAN rumo as fronteiras russas apenas reforçam o ideário de Moscou de que o Ocidente nos odeia”, e garantem aos mesmos o direito de tornarem-se mais belicistas.

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ImagemSoldado estoniano” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/40/Estonian_Soldier_DM-SD-02-00619.jpg

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Fontes consultadas, para maiores esclarecimentos:

[1] Ver Dinamarca fará parte do reforço da NATO em países orientais” (Acesso: 25.05.2016):

https://www.information.dk/telegram/2016/05/danmark-vaere-nato-forstaerkning-oestlande

[2] Ver Barril Báltico com munição dinamarquesa” (Acesso: 25.05.2016):

https://www.information.dk/udland/2016/05/baltisk-krudttoende-dansk-ammunition

[3] Ver Dinamarca envia 150 soldados para a Estônia” (Acesso: 02.06.2016)

http://www.delfi.ee/news/paevauudised/valismaa/ajaleht-taani-saadab-eestisse-150-sodurit?id=74570481

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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