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[:pt]A reforma das empresas estatais da China prepara o caminho para a Nova Rota da Seda[:]

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A reforma das empresas estatais na China é um dos aspectos mais importantes para a transformação estrutural da economia do país, conforme delineado no Décimo Terceiro Plano Quinquenal, correspondendo ao período entre 2016 a 2020. Entre os principais aspectos desta reforma, é enfatizada a necessidade de exportar a sobrecapacidade produtiva de setores ligados à construção civil e à infraestrutura, além da modernização de vários segmentos.

A reestruturação estratégica das empresas estatais deverá focar em cinco setores: energia nuclear; tecnologia aeroespacial; indústria naval; indústria de defesa; e ferrovias de alta velocidade. As reformas e fusões começaram neste ano (2016), visando eliminar empresas que tenham funções semelhantes e estimular a competitividade internacional do país.

Conforme Relatório apresentado por Xiao Yaqing, Presidente da Comissão de Supervisão e Administração dos Ativos Estatais (SASAC) da China, no dia 29 de junho de 2016, o investimento estrangeiro das empresas estatais chinesas corresponde a 60% dos investimentos estrangeiros diretos do país, razão pela qual a reestruturação das estatais é um dos temas centrais para o modelo de desenvolvimento e projeção internacional chinês.

Em um aspecto mais amplo, a ação está ligada à iniciativa da Nova Rota da Seda, projeto que compreende uma rota terrestre, passando pela Ásia Central, pelo Oriente Médio, pela Rússia e chegando até a Europa. A rota terrestre é complementada pela rota marítima, que liga os portos chineses no sudeste asiático com países da costa da África, passando pelo Oceano Índico, pelo Canal de Suez e chegando até o Mediterrâneo.

Este vasto plano de integração econômica é baseado, sobretudo, na construção de infraestrutura de transportes e energia, englobando em torno de 65 países, compreendendo aproximadamente 62% da população global e 30% do PIB mundial. Atualmente, 900 projetos estão em negociação, com valores que chegam ao montante de US$ 890 bilhões.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/One_Belt_One_Road.png?uselang=pt-br

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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