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Enquanto a crise político-econômica da Venezuela se agrava, milhares de venezuelanos fogem do país em busca de melhores condições de vida. Durante os últimos anos, uma grande parcela desse contingente tem se deslocado para o México.

Migrantes centro-americanos seguem viagem rumo ao México

Em 2009, havia apenas 10 mil venezuelanos em território mexicano. Desde então, o Instituto Nacional de Migração (INM) já disponibilizou mais de 33 mil vistos de residência, trabalho e permanência temporária. Além disso, em 2016, cerca de 321 mil venezuelanos entraram como turista no país e, segundo o INM, a cifra atual dessa população é incerta, pois as fronteiras terrestres (com Belize e Guatemala) são pouco controladas. Entretanto, de acordo com o Global Trends de 2016, produzido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o México concedeu status de refugiado para 6.202 pessoas em 2016, fora as 2.647 solicitações de refúgio que ainda estão em processo de análise.

Existem talvez dois propósitos pelos quais os venezuelanos estejam migrando para lá, além das condições do próprio país de origem. Um deles pode ser o de adentrar o território para cruzá-lo e tentar ingressar nos Estados Unidos. O segundo propósito seria a existência do Programa Especial de Migração (PEM), que começou em 2014 e se estenderá até 2018.

Agente humanitário entrevista refugiada venezuelana

O objetivo do PEM é integrar os migrantes à sociedade mexicana a partir de políticas públicas que: promovam a cultura de valorização da migração e dos direitos humanos; incorporem questões de migração nas estratégias de desenvolvimento regional e local; consolide uma gestão eficaz de migração, com base em critérios de facilitação, responsabilidade internacional, segurança das fronteiras e segurança humana; e fortaleça o acesso à justiça e à segurança dos migrantes, familiares e aqueles que defendem os seus direitos.

Tal política migratória aparenta estar surtindo efeito. Segundo Mark Manly, representante do ACNUR no México, e Helmut Schwarzer, especialista em proteção social e desenvolvimento econômico da Organização Mundial do Trabalho (OIT), cerca de 42% dos refugiados no país estão empregados, mesmo que grande parte deles seja em empregos informais (condição bem comum no país). Dentre os setores que mais empregam refugiados, particularmente no Estado de Chiapas, estão: turismo, alimentação e limpeza. Já na Cidade do México, os setores de transporte e limpeza são os que mais contratam. Entretanto, Helmut alerta que 47% dos refugiados no mundo sofreram perdas no status laboral, ou seja, estão ganhando menos atualmente.

Mark ainda ressalta que o maior contingente de refugiados no México vem de El Salvador e Honduras que, juntos, somam 88% do total. Para ele, o Governo mexicano tem desempenhado com êxito o projeto de inclusão dos refugiados e destacou que o país não é mais um território apenas de trânsito, mas de destino, pois as políticas migratórias norte-americanas estão fazendo com que muitos migrantes desistam de tentar entrar nos Estados Unidos.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Protesto contra Governo venezuelano” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Crisis_en_Venezuela_de_2013-actualidad

Imagem 2Migrantes centroamericanos seguem viagem rumo ao México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Immigration_to_Mexico

Imagem 3Agente humanitário entrevista refugiada venezuelana” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Venezuela%E2%80%93Colombia_migrant_crisis

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

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