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Rei da Jordânia apela à ajuda internacional para os “Refugiados Sírios”

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No último domingo, 3 de novembro, o rei da Jordânia, Abdullah II, em discurso no Parlamento, falou sobre as dificuldades que o seu país está a enfrentar como consequência do grande fluxo de refugiados sírios. De acordo com Abdullah II, os escassos recursos naturais da Jordânia estão se esgotando e, por isso, ele acaba de reiterar o pedido de ajuda internacional. A chegada de grande número de pessoas à Jordânia tem gerado problemas em relação à água, fontes de alimentos, educação e habitação, enquanto que os cidadãos jordanianos, desempregados, têm que enfrentar a concorrência dos trabalhadores sírios[1].

A grande quantidade de refugiados sírios tem pressionado a infraestrutura jordaniana. Isto elevou o nível de preocupação de Abdullah II. Para o monarca, se a Comunidade Internacional não intervier rapidamente para ajudar o seu país a arcar com oônus da crise na Síria”, a Jordânia tomará as medidas necessárias para proteger os interesses de seus cidadãos e do país, mas não deu detalhes das medidas a serem tomadas[2].

Este não é o primeiro apelo da Jordânia à “Comunidade Internacional”. O pedido de ajuda tem se repetido, pois o país está no limite de suas capacidades para receber mais refugiados. De acordo com o “Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados” (ACNUR), há 541.025 refugiados sírios na Jordânia sendo que mais de 100.000 estão no Norte do deserto de Zaatari, na fronteira com a Síria[3]. Neste acampamento, que é o “segundo maior do mundo”, 50% da população são crianças[4]. Em 31 de outubro, a “Anistia Internacional” solicitou apoio internacional a favor da Jordânia e de outros países de destino dos refugiados sírios, tendo pedido o fim das restrições fronteiriças às pessoas que fogem do conflito[5]. Este panorama reflete a importância de países como a Jordânia manterem as fronteiras abertas aos fugitivos de guerra como meio para amenizar os problemas humanitários.

No momento, é importante ressaltar, também, que o Nordeste da Síria está a passar por uma epidemia de poliomielite. O surto da doença já foi confirmado pela “Organização Mundial da Saúde” (OMS). Esta agência alerta para o fato de aquela ser uma doença infectocontagiosa de fácil prevenção mas com efeitos devastadores para os afetados, que pode se propagar na região a partir do atual movimento migratório [6]. Isto poderá vir a restringir ainda mais o acesso dos refugiados a outros países.

É necessário que aComunidade Internacionalatenda ao apelo do rei Abdullah II para evitar o agravamento da crise humanitária. A Jordânia é um dos principais destinos dos refugiados sírios e qualquer barreira que impeça a entrada dessas pessoas no país agravará o problema, em paralelo com o aumento do nível de tensão no “Oriente Médio”, que assistirá ao alastramento da rejeição.

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Imagem (Fonte):

http://bostonherald.com/sites/default/files/media/ap/15597c05550f4e658234ec048bd4020c.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.france24.com/en/20131103-king-says-syria-refugee-influx-depleting-jordan

[2] Ver:

http://www.maannews.net/eng/ViewDetails.aspx?ID=643832

[3] Ver:

http://www.thenational.ae/king-says-syria-refugee-influx-is-depleting-jordans-natural-resources

[4] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/siria/noticia/2013/10/unicef-alerta-que-situacao-de-refugiados-sirios-e-insustentavel.html

[5] Ver:

http://gulfnews.com/news/region/jordan/syria-refugee-influx-depleting-jordan-king-abdullah-1.1250511

[6] Ver:

http://pt.euronews.com/2013/10/29/oms-confirma-surto-de-polio-na-siria/

         

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Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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