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[:pt]Reino Unido pede abertura da criptografia do Whatsapp, após atentados em Londres[:]

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Após o atentado na capital inglesa (Londres), quando um cidadão de 52 anos, Khalid Massod, atropelou pedestres na ponte de Westminster e foi morto à tiros, depois de esfaquear um policial, o Governo britânico exigiu a quebra da criptografia de aplicativos como o WhatsApp. Algo que vem se tornando um tema recorrente, em seguida a ações terroristas.

Dessa vez, a Secretária de Assuntos Internos do Reino Unido, Amber Rudd, argumentou que aplicativos como o WhatsApp e outros não podem oferecer um refúgio para atividades terroristas. Ela deixou claro que uma eventual abertura na criptografia do WhatsApp ocorreria conforme procedimentos legais, para proteger o povo britânico. Vale ressaltar também os esforços do Governo na expansão do seu aparato de vigilância, através da Lei de Poderes Investigativos, como foi previamente reportado no CEIRI NEWSPAPER.

Pode-se observar um padrão se constituindo em relação a atentados terroristas, com imediatas manifestações a respeito de programas ou aplicativos de criptografia que garantem a privacidade de seus usuários. Em junho de 2016, o Senado Norte Americano pediu o aumento dos poderes investigativos do FBI para que o mesmo conseguisse acesso aos dados do responsável pelo massacre na Boate Pulse. O mesmo havia acontecido depois do ataque em Bruxelas, em março de 2016, quando a União Europeia também solicitou o aumento de seus poderes de vigilância.

A natureza criptografada do WhatsApp também fez com que o aplicativo sofresse represálias no Brasil, sendo bloqueado diversas vezes por não oferecer informações de seus usuários. O argumento do WhatsApp continua sendo de que, como as mensagens são enviadas e criptografadas de ponta-a-ponta, a mensagem só é descriptografada no dispositivo receptor da mensagem. Portanto, segundo a empresa, não podem oferecer informações que eles mesmo não têm acesso.

O argumento de ativistas ao redor do mundo é de que, ao aumentar o acesso a informações de diferentes usuários (dentre eles, mais de um bilhão, só no caso do WhatsApp), as práticas governamentais de vigilância estariam invadindo a privacidade dos cidadãos, além de “aumentar o palheiro, ao invés de ajudar a procurar a agulha no palheiro existente”. Outro argumento importante é que as informações obtidas sob o pretexto da segurança poderiam ser usadas contra a população, monitorando conversas e informações privadas.

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Imagem 1Ponte de Westminster e prédio do parlamento em Londres” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3AWestminster_Bridge_and_Palace.jpg

Imagem 2Secretária de assuntos internos do Reino Unido, Amber Rudd” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3A342303320_Amber_Rudd_MP.jpg

Imagem 3Logo do WhatsApp” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/WhatsApp

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Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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