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Retomada dos diálogos entre as Farc-EP e o Governo colombiano

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Em 24 de fevereiro de 2014, as “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo” (Farc-EP) e o governo de Juan Manuel Santos, do “Partido Social de Unidade Nacional” (Partido da U), retomaram, em “Havana” (Cuba), as negociações para um Acordo de Paz”*[1].

O “21º Ciclo de Diálogos de Paz” esteve centrado na solução do problema do Tráfico de Drogas Ilícitas”. Este foi o terceiro tema a ser discutido no âmbito de uma agenda de seis pontos, que também inclui: (1) política de desenvolvimento agrário integral e distribuição de terras; (2) garantia de participação política e concessão de anistia a guerrilheiros condenados pela justiça colombiana e/ou requeridas por outros países; (3) o fim do conflito e da violência entre grupos independentes – a exemplo das guerrilhas – e militares; (4) os direitos humanos e (5) compensações às vítimas de violência no campo e na cidade [1].

Entre as propostas apresentadas pelasFarc-EPcom relação ao combate aoTráfico Ilegal de Drogasestá a substituição dos cultivos de coca, maconha e amapola, por planos de desenvolvimento alternativo. Como ações previstas estavam: (1) remuneração e incentivos às comunidades rurais para que passassem a produzir os novos plantios; (2) financiamento estatal ao desenvolvimento alternativo e (3) supervisão e monitoramento de órgãos internacionais de controle[2].

A realização do encontro foi marcada por um clima de desconfiança por parte dos principais líderes das “Farc-EP” que lá estiveram, a exemplo do comandante Pablo Catacumbo e Jesús Santrich, membros do secretariado da organização, devido a uma possível operação de espionagem militar e policial, denominada Andrômeda[3].

Segundo a agência de notícias Reuters, em 5 de fevereiro de 2014, a “Operação Andrômeda” teve como objetivo reunir o máximo de informações possíveis sobre o que era discutido nas conversações de paz, através da interceptação de conversas entre as delegações[4].

Após a revelação da Operação pela revista colombiana Semana, em 4 de fevereiro de 2014, Santos fez uma declaração à imprensa na qual apontava “forças obscuras que estão tentando sabotar processos, como os processos de paz[5] como as responsáveis pelas escutas.

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* O primeiro diálogo ocorreu entre 20 de novembro de 2012 e 20 de janeiro de 2013 e o segundo entre 15 de dezembro de 2013 e 15 de janeiro de 2014.

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Imagem (Fonte):

http://www.sxc.hu/photo/713568

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2412031&Itemid=1

[2] Ver:

http://www.pazfarc-ep.org/index.php/noticias-comunicados-documentos-farc-ep/delegacion-de-paz-farc-ep/1709-politica-antidrogas-para-la-soberania-y-el-buen-vivir-de-los-pobres-del-campo.html

[3] Ver:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2014/02/24/interna_mundo,491164/farc-retoma-dialogo-de-paz-com-desconfianca-por-espionagem.shtml

[4] Ver:

http://www.reuters.com/article/2014/02/05/us-colombia-farc-spying-idUSBREA1422Q20140205

[5] Ver:

http://www.lapatilla.com/site/2014/02/04/santos-advierte-que-fuerzas-oscuras-buscan-sabotear-proceso-de-paz-con-farc/

Paula Gomes Moreira - Colaboradora Voluntária Sênior

Doutoranda em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Mestre em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais, com ênfase em Ciência Política. É assistente de pesquisa do Observatório Político Sul-Americano (OPSA-IESP/UERJ) e Desenvolve atividade de pesquisa no Grupo de Estudos Interdisciplinar de Fronteiras (GEIFRON), da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

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