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Reunião do MERCOSUL aponta novos rumos do bloco

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Ministros do “Mercado Comum do Sul” (MERCOSUL) se reuniram em Caracas na última quarta-feira (30/10) e condenaram a recente onda de espionagem global feita pelos “Estados Unidos”, além de terem sido discutidas propostas para impulsionar uma maior abertura em relação a outros blocos, como Alba, Petrocaribe e Caricom.

O presidente venezuelano Nicolas Maduro chamou a atenção para a necessidade de novos rumos do Bloco, afirmando que houve muitas mudanças na região desde a criação do MERCOSUL, em 1994, até os dias atuais.

Revisaremos tudo o que foi dito [sobre o Mercosul] pelos falecidos Néstor Kirchner e Hugo Chávez [ex-presidentes da Argentina e da Venezuela, respectivamente] e pelo ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Porque nós acreditamos em um novo Mercosul, que seja um poderoso motor de coesão de uma nova economia sul-americana[1], declarou Maduro.

Outra questão amplamente debatida pelos ministros foi as denúncias de espionagem feitas recentemente pelos Estados Unidos, na qual os ministros condenaram a ação, insistindo na necessidade de garantir a segurança das telecomunicações na região e combater as ações que tornam vulnerável a soberania.

Ratificou-se a condenação da espionagem global realizada pelo governo dos Estados Unidos e foram abordadas as medidas necessárias que devem tomar os governos e os setores da nossa sociedade[2], explicou aos jornalistas o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Elías Jaúa.

Além de Jaúa, participaram da reunião os chanceleres de Brasil, Luiz Alberto Figueiredo; da Argentina, Héctor Timerman; do Uruguai, Luis Almagro; e da Bolívia (país em vias de associação), David Choquehuanca.

Maduro, que exerce a presidência rotativa do Bloco desde 12 de julho, destacou em seu discurso de encerramento a necessidade de integrar o MERCOSUL no âmbito daAmérica Latina”.

Aspiramos a que, na Cúpula do Mercosul (que será na Venezuela) em dezembro (…), possamos esboçar com mais clareza a proposta que, nessa reunião, os chanceleres assumiram para ser trabalhada. Propusemos em diversos espaços a criação de uma poderosa zona de desenvolvimento econômico compartilhado”, afirmou.

Segundo o Itamaraty, um dos temas em discussão será oAcordo Comercialentre o MERCOSUL e aUnião Europeia” (UE). Foi anunciada uma reunião especial para tratar sobre o tema no próximo dia 15 de novembro[4]. O Bloco sul-americano deve apresentar uma proposta à UE até o fim deste ano.

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Imagem (Fonte):

http://l3.yimg.com/bt/api/res/1.2/OZn_4XkaSSB1HC9WPCaqgw–/YXBwaWQ9eW5ld3M7Zmk9aW5zZXQ7aD0zMjE7cT03NTt3PTUxMg–/http://media.zenfs.com/pt_BR/News/AFP/45b555c9efbface82aab900417658108e5a66f5b.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/10/31/reuniao-de-ministros-do-mercosul-vai-revisar-doutrina-do-bloco-diz-maduro/

[2] Ver:

http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/10/mercosul-condena-espionagem-global-dos-estados-unidos

[3] Ver:

http://br.noticias.yahoo.com/mercosul-condena-espionagem-dos-eua-pede-maior-integra%C3%A7%C3%A3o-234454662.html

[4] Ver:

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=692100&tm=6&layout=121&visual=49

Jean Bortoleto - Colaborador Voluntário Júnior 2

Bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Atua no CEIRI NEWSPAPER como colaborador para assuntos da América Latina e com a geração de debates e ações sobre política, economia e meio ambiente em ONG's. Profissionalmente atua com internacionalização de empresas nos EUA.

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