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Reviravoltas na “Segurança Européia”

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A “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (Otan), criada em Abril de 1949 como uma organização militar intergovernamental – pautada em um “sistema de defesa coletiva” – constitui o braço armado de defesa européia, embora não seja formada somente por Estados da Europa, pois Canadá e Estados Unidos da América são membros fundadores.

 

A defesa armada da Europa revelou-se, ao longo dos anos, um dos pilares de divergência entre os países do Bloco europeu. Estados como a França defendem a necessidade de uma organização estritamente européia; já o Reino Unido não acredita na possibilidade de uma organização militar de Defesa sem a presença dos EUA.

Entretanto, de acordo com o relatório – “orientação estratégica” – apresentado pelo Governo norte-americano no início do ano, a vontade francesa está mais perto de ser realizada*. Segundo a declaração, a Europa deve se tornar uma produtora de segurança, ao invés de ser apenas uma consumidora. A primazia estadunidense na Organização não se demonstra mais estrategicamente vantajosa.

Dois fatores devem ser considerados para esta mudança. Primeiramente, a crise financeira enfrentada pela Europa acarretou no corte de inúmeros gastos governamentais, incluindo as verbas destinadas à “Defesa Militar”. Conforme o “International Institute of Strategic Studies” (IISS), os gastos militares na Ásia superaram, pela primeira vez, os gastos europeus. Em segundo lugar, o crescimento militar chinês provocou a necessidade estratégica de mudança. Com a nova conjuntura, os EUA devem se preocupar mais com a Ásia do que com a Europa.

A intervenção da Otan na Líbia já demonstrou os primeiros sinais de mudança. Pela primeira vez, os norte-americanos não desempenharam um papel de liderança nas ações, sendo tal papel, neste caso, representado tanto pelo “Reino Unido”, como pela França.

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Fonte:

* Ver: “The Economist” (Versão Impressa) Volume 402. Número 8778. 31 de Março – 6 de Abril de 2012.

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Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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