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Rússia abandona Gasoduto South Stream

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Rússia e Turquia lançaram alternativa conjunta ao Gasoduto South Stream. O novo duto excluirá a participação da União Europeia e da Ucrânia no transporte de gás, resultando em perdas financeiras e políticas. Nesta segunda-feira, dia 1o de dezembro, o presidente russo Vladimir Putin esteve em Ancara, capital da Turquia, na mais curta viagem oficial da história das relações russo-turcas. Os países acertaram a construção de uma usina nuclear, estimada em US$ 200 milhões e também um gasoduto que transformará a Turquia no maior Núcleo Regional de Energia. Este servirá de alternativa ao projeto South Stream, que foi abandonado por Moscou[1].  

Após a reunião, Putin anunciou que a construção do Gasoduto South Stream, com capacidade para mais de 60 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, fora cancelada. “Estamos assistindo a dificuldades para materialização do projeto. Já que a Europa se desinteressou, não irá adiante. Não é nada de especial, afinal, são eles os compradores[2], afirmou o Presidente russo. Como alternativa, foi assinado um memorando sobre a construção de outro gasoduto que cruzará o Mar Negro com destino à Turquia, pelo qual correrão os mesmos 60 bilhões de metros cúbicos anuais planejados para o South Stream[2], dos quais 14 bilhões serão destinados à Turquia, e o restante irá para a Grécia. Para a Rússia, não há grande diferença nos dois projetos. Ambos resolvem um problema-chave, retiram da circulação do gás a Ucrânia, e os custos mantêm-se relativamente iguais. Moscou, contudo, se viu obrigada a conceder à Turquia um bônus por sua colaboração, baixando o preço do gás em 6% – visto por especialistas “um custo aceitável[2], levando em conta a envergadura do projeto.

Bruxelas recebeu a notícia com surpresa, uma vez que o cancelamento do South Stream representa perdas financeiras e políticas. Em primeiro lugar, alguns países deixam de lucrar com a passagem do gasoduto. Este é o caso da Bulgária, que perderá US$ 400 milhões ao ano. Além disso, a Turquia se torna um núcleo energético, através do qual a União Europeia (UE) receberá hidrocarbonetos da Rússia, Azerbaijão e, futuramente, do Irã. O controle sobre esses fluxos dará a Ancara mais segurança nas conversações, sobretudo em discussões relacionadas à entrada da Turquia na União Europeia (UE).

Os acordos recém-assinados demonstram, acima de tudo, o desejo de aproximação entre a Rússia e a Turquia. A construção da Central Nuclear de Akkuiu pode se tornar um símbolo de progresso nas relações bilaterais. “O projeto é inédito: é o primeiro a ser construído obedecendo ao princípio ‘pague, possua e explore’, sendo a empresa russa a proprietária da usina[3], declarou Putin. As obras do projeto devem ser concluídas em 2022.

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Imagem (Fonte):

https://frognews.bg/news_81460/Putin-spria-IUjen-potok-zaradi-Balgariia-v-Turtsiia/
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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-30283571

[2] Ver (copiar e colar no navegador):

http://www.dw.de/%D1%8E%D0%B6%D0%B5%D0%BD-%D0%BF%D0%BE%D1%82%D0%BE%D0%BA-%D0%B5-%D0%BC%D1%8A%D1%80%D1%82%D1%8A%D0%B2-%D0%B4%D0%B0-%D0%B6%D0%B8%D0%B2%D0%B5%D0%B5-%D1%8E%D0%B6%D0%B5%D0%BD-%D0%BF%D0%BE%D1%82%D0%BE%D0%BA/a-18107315

[3] Ver (copiar e colar no navegador):

http://3e-news.net/%D1%81%D0%B2%D1%8F%D1%82/%D0%B2-%D0%B0%D0%BD%D0%BA%D0%B0%D1%80%D0%B0-%D0%BF%D1%83%D1%82%D0%B8%D0%BD-%D1%89%D0%B5-%D0%BD%D0%B0%D1%81%D1%82%D0%BE%D1%8F%D0%B2%D0%B0-%D0%B7%D0%B0-%D0%B4%D0%B0%D0%BD%D1%8A%D1%87%D0%BD%D0%B8-%D0%BF%D1%80%D0%B5%D1%84%D0%B5%D1%80%D0%B5%D0%BD%D1%86%D0%B8%D0%B8-%D0%B7%D0%B0-%D1%80%D0%BE%D1%81%D1%82%D0%B0%D0%BE%D0%BC_41198

 

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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