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Rússia e Alemanha inauguram o “Gasoduto Nord Stream”

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O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, inauguraram ontem, dia 8 de novembro, em Lubmin (Alemanha),  o Gasoduto do “Mar Báltico” denominado “Nord Stream”, pelo qual será fornecido “Gás Natural” a vários países da Europa ocidental, ligando Wyborg (Sibéria) a Lubmin (Estado de Mecklemburgo-Pomerânia, na Alemanha) através do “Mar Báltico”. Etiveram presentes na cerimônia os primeiros-ministros da França, François Fillon, e da Holanda, Mark Rutte.

 

O “Nord Stream” terá uma extensão de 1.224 quilômetros e foi construído por um consórcio das empresas GAZPROM (Rússia, com 51%),E.On (Alemanha, com 20%), Wintershall-BASF (Alemanha, com 20%) e Gasunie (Holanda, com 9%). Na rota evitou-se passar pelos países bálticos Suécia, Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia, o que gerou protestos nestes países que se viram excluídos dos ganhos econômicos que poderiam ser alcançados, além das questões que afetam diretamente as suas seguranças nacionais, ao ponto de acusarem estar havendo uma“reedição do pacto ente Hitler e Estaline”*, com o intuito implícito da dupla em conquistar a Polônia, a Letônia e Lituânia, só que, neste momento, por outros métodos.

A Rússia é detentora das maiores reservas mundiais de “Gás Natural” e exporta a commoditie principalmente para Europa, numa rede de gasodutos que passam pela Ucrânia e por várias vezes houve conflitos gerando problemas diretos para a Europa, com cancelamento do fornecimento.

A “União Europeia”, contudo, tinha em vista outro gasoduto, o Nabucco (com 3.300 Km), ligando a Baku (Azerbaijão) a Viena (Áustria, no centro gasífero austríaco denominado Baumgarten), passando ainda pela Turquia, o qual envolve um consórcio de seis outras empresas: aOMV (Áustria), a MOL (Hungria), a Transgaz (Romênia), a Bulgargaz (Bulgária), a BOTAS (Turquia) e a RWE (Alemanha), mas não teve muitos avanços no seu desenvolvimento.

Segundo informações disseminadas na mídia por vários analistas, este projeto tiraria a dependência direta que a Europa tem da Rússia na questão do fornecimento de Gás, além de poder receber “Gás Natural” do “Mar Cáspio”, que está sob posse de outros países, como o Irã, ou ao menos a abrigaria os russos a terem de negociar com vários Estados. Por isso, a “União Europeia” era favorável a este empreendimento e, apesar dos benefícios que terá com a “Nord Stream”, ainda se sente presa às deliberações da Rússia que poderá tomar decisões unilaterais.

Rússia e Alemanha consideram que a inauguração do empreendimento bilateral é um passo importante para as relações entre os dois países e se estenderá para além das questões exclusivamente econômicas, configurando-se em mais um avanço na retomada de força da Rússia para coordenação do atual “Sistema Internacional”, embora muitos observadores estejam afirmando que os russos estão se tornando um complicador no processo de estabelecimento de um Sistema estável, pois, na defesa de suas necessidades e interesses específicos está permitindo a proliferação de agentes desestabilizadores das relações internacionais.

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Fontes:

* Ver:

http://www.rtp.pt/noticias/?t=Merkel-e-Medvedev-inauguram-em-Lubmin-Gasoduto-do-mar-Baltico.rtp&article=497206&visual=3&layout=10&tm=6

Ver também:

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=169865

Ver também:

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=517795

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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