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Rússia participará da reunião em Paris sobre a Crise da Líbia

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Ontem, dia 31 de agosto, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou Mikhail Margelov, presidente do “Comitê de Relações Exteriores do Conselho da Federação” e o representante do país para a mediação da Crise líbia, a participar da conferência a ser realizada hoje (1 de setembro) em Paris, chamada “Amigos da Líbia”, também conhecida como a reunião do “Grupo de Contato”. Margelov anunciou oficialmente a agência “Ria Novosti”: “Por ordem do presidente russo, a Rússia participará na conferência sobre a Líbia”*,

 

O governo russo se recusou a reconhecer o “Conselho Nacional de Transição” (CNT) da Líbia como o governo legítimo do país e até recentemente manteve-se partidário de um processo de negociação política entre Muammar Kadhaffi e a Rebelião, incluindo a sua manutenção no poder.

Medvedev admite neste momento a possibilidade de negociar com o CNT, mas exige que o Órgão criado pelos rebelados seja capaz de unir democraticamente o país. A postura russa mudou devido à imposição dos fatos que caminham no sentido da considerada certa e próxima queda do Regime líbio.

O Presidente russo solicitou a Kadhaffi que renunciasse e pediu um cessar-fogo imediato para retomar as negociações entre os grupos antagônicos, pois acredita que ainda há focos de violência e, apesar das derrotas sofridas, o mandatário ainda detém poder político e militar capaz de prolongar os combates.

Afirmou Medvedev: “Gostaríamos que isso terminasse o mais cedo possível, mas a Rússia mantém uma posição de cautela com relação à Líbia e observa detalhadamente o desenvolvimento dos acontecimentos”**.

Analistas apontam que o governo russo continuará em sua postura de impedir que alguma grande potência assuma o controle da reconstrução da Líbia, situação que representará o afastamento da influência russa no país, que rendia grandes parcerias políticas e militares, além de trocas comerciais de bilhões de dólares.

Por esta razão, o discurso oficial em Paris seguirá a linha apresentada Margelov de que “somente os próprios líbios podem encontrar uma saída para a crise e nenhuma receita de fora pode ajudar”**.

Os observadores não creem que os russos obterão sucesso, mas afirmam que as pressões serão grandes, tanto da Rússia, quanto da China, da União Africana, além de posturas neutras, como a do Brasil.

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* Fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5322375-EI17839,00-Russia+participara+de+conferencia+de+amigos+da+Libia.html

** Fonte:

http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2011/08/24/russia-aguarda-solucao-da-crise-politica-da-libia/

 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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