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Entre os dias 28 de outubro e 1o de novembro, o “Centro de Exposições do Anhembi”, em “São Paulo”, recebeu a “Fenatran – Salão Internacional do Transporte”, que ocorre a cada dois anos no Brasil. O evento reuniu diversas empresas, desde fabricantes de componentes para veículos rodoviários até montadoras tradicionais como a Scania e a Volvo, que apresentaram suas inovações tecnológicas para o mercado brasileiro.

Atualmente, a legislação brasileira passa por atualizações no seguimento do transporte ferroviário, rodoviário e marítimo, pelas quais a segurança é o grande desafio para as empresas fabricantes de equipamentos e para as montadoras. A primeira ação que ganha atenção especial é a “Resolução nº 380” do “Conselho Nacional de Transito” (Contran), que atualiza a “Lei 9.503 de 1997” e o “Decreto 4.711 de 2003” obrigando a todos os veículos, seja de passeio ou transporte público, a possuírem o sistema de frenagem antitravamento, o conhecido “Freio ABS”.

Outro quesito bastante observado e trabalhado nas empresas de transporte são as balanças que fazem a pesagem dos veículos e fiscalizam o peso por eixo de cada veículo de carga. A “Resolução 258” do Contran obrigou as empresas a se renovarem e trabalharem em cabines avançadas em seus caminhões para melhor distribuição de peso, reduzindo o número de acidentes nas estradas do país. 

Foto: Fabricio Bomjardim

Foto: Fabricio Bomjardim

O Brasil se tornou grande alvo de empreendimentos estrangeiros na área dos transportes nos últimos anos. Empresas do seguimento automobilístico aumentam ainda mais suas instalações no país e se mantém presentes para enfrentar os concorrentes internos, bem como os que chegam tanto do continente europeu quanto do Oriente, como são os exemplos das chinesas Chery e “Jac Motors”, que além da linha de veículos de passeio, trabalham em veículos de transporte leves, como pequenos caminhões e caminhonetes, seguindo o modelo da Hyndai.

Foto: Fabricio Bomjardim

Foto: Fabricio Bomjardim

Outra corporação, pouco conhecida no Brasil, que já finalizou suas instalações em “Ponta Grossa” (Paraná) é a DAF, empresa holandesa que fabrica veículos pesados para longas distancias rodoviárias. Esta, juntamente com a “Jac Motors” e a Hyndai, dentre outras, assustam as empresas tradicionais no mercado nacional, como a Scania e a “Volkswagem Caminhões e Ônibus”. As empresas entram com veículos competitivos, com preços acessíveis e, além de seus veículos já montados, elas forçam as pequenas fabricantes de componentes nacionais a se modernizarem, graças a “Lei de Nacionalização”, pela qual todas as empresas estrangeiras devem ter pelo menos 50% de seus veículos e produtos fabricados no Brasil e por brasileiros.

Dentro da Fenatran a presença de empresas chinesas, como a “Guangzhou Runhope Automotive Parts Co. LTD”, chamou a atenção por seus preços acessíveis e por seus planos de se instalarem no país. A presença chinesa anima alguns empresários e também preocupa outros micro e pequenos empreendedores.

Os chineses fabricam muitas peças similares as peças fabricadas por empresas nacionais (como a Balancins e Haldex, que produzem peças para a montagem de veículos da “Mercedes Benz”, da Renault, da Scania, dentre outras) e podem ganhar novos clientes pelo preço baixo em sua fabricação na China e pelas facilidades de importação e distribuição no Brasil. As peças chinesas obrigam as empresas nacionais a investirem na modernização e na qualidade de seus produtos. 

As duas empresas brasileiras contam com fábricas de componentes no entorno da capital do “Estado de São Paulo”, com seus maiores pólos em “Mogi Guaçú” e “São Jose dos Campos”, duas cidades estratégicas que estão nas rotas das grandes fábricas de montadoras. Segundo Flavio Velosa, do departamento de vendas da Haldex, a chegada das empresas chinesas e de pequenas empresas européias no mercado brasileiro, fez as empresas investirem mais no quesito qualidade, que, segundo ele, é uma exigência de empresas como a Toyota, que hoje é referência de segurança no mercado.

Outra oriental que esteve forte na Feira com suas demonstrações foi a japonesa Bridgestone. A fabricante de pneus chegou com inovações na composição de seus produtos e com a ideia de qualidade e durabilidade, dois pontos que significam economia para as empresas de transportes rodoviários. 

Ficou demonstrado que a tecnologia chega para melhorar a segurança e para a economia das grandes empresas do setor de transportes e serviços rodoviários no país, bem como que as novas leis nacionais tendem a gerar novos empregos. Muitas empresas presentes na Fenatran estudam meios de entrar no Brasil para se adequarem as exigências brasileiras tanto na questão da nacionalização como na questão de negócios, acirrando a disputa por novos clientes, algo que fomenta as inovações e a mudança nos preços dos produtos disponibilizados para o mercado brasileiro.

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Imagem (Fonte):

Fotos de Fabricio Bomjardim

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Fonte consultada:

Reportagem de Fabricio Bomjardim

Tags:
Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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