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[:pt]Segurança brasileira tem crescido com cooperação internacional por causa das Olimpíadas[:]

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Nos últimos 15 anos (2001-2016), o Sistema Internacional tem permanecido em alerta quanto a possíveis atos terroristas em diversas partes do mundo. A Europa e os Estados Unidos (EUA) tem sido os mais afetados. No entanto, foi divulgada uma onda de ameaças de atentados contra o Brasil a serem iniciados nos Jogos Olímpicos (2016). Tais ameaças fora feitas pelo Estado Islâmico (EI), que as transmitiu por vídeos e em redes sociais, despertando o medo em território brasileiro. As preocupações nos jogos Rio 2016 se intensificaram também após os militantes do EI reivindicarem sua autoria nas ações coordenadas que deixaram 129 mortos em Paris.

Por questões de segurança em nosso território, o Brasil estabeleceu cooperação com vários países, trabalhando em parceria com várias agências de inteligência do mundo e, neste processo, a intensidade das parcerias entre o Brasil e EUA foi retomada em prol da defesa contra os possíveis ataques, independentemente do fato de terem sido afetadas após as descobertas da vigilância de líderes brasileiros pela Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), em 2013.

Um dos Órgãos do Departamento de Estado norte-americano, responsável pela segurança de atletas estadunidenses no exterior, conhecido por Birô de Segurança Diplomática, expandiu seu escritório até o Rio de Janeiro há cerca de um ano, com o intuito de se preparar para as Olimpíadas. Durante sua estadia, preocupou-se ao identificar grandes fragilidades na segurança do Brasil, devido à falta de agentes especializados em combater células terroristas, à falta de treinamento destes em lidar com ataques que envolvam materiais biológicos e radiológicos, além de identificarem normas brandas para lidar com possíveis suspeitos.

Diante desse diagnóstico, a Inteligência norte-americana vem treinando e orientando agentes e militares brasileiros para identificarem possíveis áreas alvos dos terroristas, que normalmente se concentram em locais públicos e de grande movimento, como em shoppings, boates, praças e restaurantes, além de focarem no combate aos ataques biológicos e radioativos. Mesmo antes dos Jogos, a orientação por parte da Inteligência Norte-Americana já vinha sendo feita, e foi testada durante a última Copa do Mundo, também ocorrida no Brasil, em 2014.

O reflexo dessas parcerias e orientações pôde ser visto recentemente pelas mídias brasileiras, que divulgaram a descoberta e apreensão de uma célula terrorista. Esta célula não mantinha contato físico, mas virtual, por isso os integrantes foram apreendidos em Estados diferentes do Brasil, no mês passado (julho de 2016). Segundo os agentes brasileiros envolvidos, e Rafael Brum Miro, promotor da cidade de Curitiba, as instruções e pistas da Agência Federal de Investigação (FBI, na sigla inglês) ajudaram na identificação dos dez homens que foram presos como suspeitos de pertencerem ao grupo extremista brasileiro chamado Defensores da Sharia.

Os Jogos Olímpicos já se tornaram alvos de ataques terroristas. Na Alemanha, em Munique, no ano de 1972, 11 membros da delegação israelense e um policial alemão foram mortos por integrantes do grupo palestino chamado de “Setembro Negro”, além deles outros 5 terroristas também morreram. Nos jogos de 1996, em Atlanta (EUA), uma bomba explodiu no Centennial Olympic Park (Parque Olímpico Centenário), ocasionando a morte de duas pessoas, além de deixar 100 feridos.

Conforme vem sendo disseminado na mídia, cabe aos governantes brasileiros aproveitarem a oportunidade para fazerem os investimentos necessários para preservar no Brasil uma cultura de segurança e uma estrutura de combate ao terrorismo, uma vez que os aprendizados gerados pelas tragédias em Jogos anteriores, somados às experiências destes Jogos, permitirão que intensifique no Brasil sua contribuição na defesa contra o Terrorismo mundial.

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ImagemSetenta agentes das forças de segurança do Rio participaram do curso” (Fonte Foto: Philippe Lima/SESEG/RJ):

http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/noticias/agentes-de-seguranca-do-rio-recebem-treinamento-antiterrorismo-1

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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