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“Separatismo na Ucrânia” e a “Síndrome da Crimeia” ameaçam a integridade do país

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Os “separatistas pró-russos”, classificados como “terroristas” e “criminosos” pelas autoridades pró-europeias de Kiev, seguem entrincheirados em edifícios públicos em várias cidades da região do leste do país, historicamente próximas da Rússia, como Donétsk, Khárkiv e Lugánsk[1].

Um deputado do partido nacionalista Svobodá (que significa “Liberdade”, em português) apontou que a Ucrânia deve exigir vistos dos russos para “travar o fluxo de provocadores russos[2], aos quais joga a culpa pelo surto separatista. O Parlamento não tomou decisões a esse respeito. Apesar dessa percepção, também se afirma em Kiev que a Rússia não é a única fonte de agitadores. O próprio “Ministério dos Negócios Estrangeiros Ucraniano” admitiu que a “extrema-direita ucraniana” pode estar enviando militantes para as zonas mais tensas, agravando assim os riscos de confronto aberto[2].

Os Estados Unidos”, a União Européia”, a Ucrânia e a Rússia podem se reunir no dia 17 de abril, em Viena, para abrir negociações diretas, enquanto no leste da Ucrânia permanecе a tensão entre as forças pró-russas e o governo de Kiev. A reunião de Viena, que será a primeira direta entre Moscou e Kiev, foi divulgada por uma fonte europeia que preferiu não ser citada[3].

A Comissão Europeia” criou um “Grupo de Apoio à Ucrânia” para ajudar as autoridades de Kiev a fazer reformas e a promover a coordenação com doadores e com as instituições financeiras internacionais. O grupo deve ainda ajudar a coordenar os apoios de Bruxelas à Ucrânia. Segundo o Presidente da Comissão Europeia”,  José Durão Barroso, o objetivo é assegurar que Kiev tenha toda a ajuda necessária para implantar as reformas políticas e econômicas necessárias à estabilização do país.

Até o fim do 2014, a equipe de especialistas nomeada por Bruxelas vai identificar e coordenar com as autoridades ucranianas a assistência técnica necessária para estabilizar a frágil situação financeira, econômica e política do país. O grupo prestará assistência para que, ainda este ano, sejam adotadas medidas que estimulem o crescimento e potencializem os benefícios dos acordos já formalizados com a “União Europeia[4].

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Imagem (Fonte):

http://www.investor.bg/centralna-i-iztochna-evropa/335/a/nai-bogatiiat-ukrainec-opitva-da-potushi-naprejenieto-v-stranata,170189/

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[1] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-europe-26969247

[2] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/europe/2014/04/ukraine-warns-pro-russian-separitists-201449132026328688.html

[3] Ver:

http://www.nytimes.com/2014/04/10/world/europe/ukraine-russia.html?ref=world&_r=0

[4] Ver:

http://rt.com/news/kiev-clashes-rioters-police-571/

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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